Mãe de Newton o defende: "Meu filho não tem máscara"
Paredão chegando e Newton, que está na berlinda, é um dos grandes nomes dado pelo público a deixar a casa. O motivo? Seu jeitão intolerante. Indicado por Priscila para encarar o voto popular, o rapaz está bastante pensativo e preocupado com a decisão de terça-feira (10). Mas, será que ele é vilão ou mocinho?
A reportagem do Famosidades conversou com Dona Eloísa, a mãe do empresário gaúcho, que afirmou: "Infelizmente meu filho é autêntico. É brigão e quer se impor. Mesmo assim, ele é uma pessoa maravilhosa".
Para ela, a personalidade forte do filho o prejudicou. "Sempre que uma pessoa é sincera corre o risco de ser amada ou odiada por todos".
A mãe do brother acredita que além da personalidade, outros fatores o atrapalharam. Um deles foi a edição do programa.
"Lá dentro são criados personagens. As pessoas têm máscaras. Meu filho, não", disse.
O namoro com a cantora mineira Josiane Oliveira também não o beneficiou. Eloisa tem certeza do sentimento do filho pela moça, mas acredita que teria sido melhor vive-lo fora da casa. "Eles perderam o foco do jogo e priorizaram o relacionamento. Não se sociabilizam com o restante do grupo", afirmou.
Sobre a possibilidade do filho deixar a casa na próxima terça-feira (10), ela diz que entregou nas mãos de Deus. "Se ele sair amanhã, tenho certeza que sairá com a cabeça erguida".
Eloísa disse ainda que, se pudesse aconselhar o filho nesse momento, pediria para ser mais paciente. "Ele anda muito nervoso. Se ele fosse mais tolerante e interagisse com os outros companheiros, talvez a situação fosse diferente", acredita.
Caso o filho permaneça no programa e ganhe um milhão de reais, a mãe deu seu palpite sobre o destino do dinheiro: "Acho que ele deve investir nos negócios que tem em São Paulo e em projetos sociais".
Ângela Bismarchi exibe seios turbinados na Sapucaí
Com um vestido curtíssimo, a loira estreiou suas próteses de 500ml
Ângela Bismarchi pisou pela primeira vez na Marquês de Sapucaí com suas novas próteses de silicone neste domingo, 8. A loira, que colocou 500ml em cada seio, exibiu o visual turbinado no ensaio técnico do Salgueiro, no Sambódromo. Com um vestido dourado curtíssimo, a modelo mostrou o resultado de sua 42ª cirurgia plástica.
Saiba onde Ju Paes, Antonelli, Hilbert e outros famosos vão passar o carnaval
‘Salvador é demais. Vou pela quinta vez’, revela Malvino Salvador
Giovanna Ewbank e Juliana Paes
Assistir aos desfiles na Sapucaí, no Rio de Janeiro, ou badalar em Salvador. Esses são os principais destinos dos famosos no carnaval. “Salvador é demais. Vou pela quinta vez”, revela Malvino Salvador. No mesmo time de Malvino está o ator Iran Malfitano. Ele conta ser fã de carteirinha da Bahia e nem pensou em outro lugar para curtir a folia.
Para quem gosta de desfiles de escolas de samba, o Rio de Janeiro é imbatível. As celebridades lotam os camarotes para assistir às agremiações. Este ano, Ricardo Tozzi, Rodrigo Hilbert e Juliana Paes pretendem dar pinta na Avenida. "Estou gravando muito (“Caminho das Índias”), então devo ir para Sapucaí", explica Tozzi.
Já a atriz Giovanna Ewbank vai passar o carnaval longe do agito. “Viajo dia 10 para Nova York e vou ficar um mês de férias lá”, diz a moça. Confira o destino dos famosos no carnaval:
Malvino Salvador
Malvino Salvador
"Salvador é demais. Vou pela quinta vez, viajo dia 20 e fico até dia 25. Vou decidir na hora se vou para o camarote ou para os blocos."
Lázaro Ramos "Vou passar na ilha de edição, no Rio de Janeiro, porque tenho que entregar 10 programas para o Canal Brasil (Ele apresenta e dirige o programa "Espelhos")."
Giovanna Ewbank "Vou para Nova York. Viajo dia 10 e vou ficar um mês de férias lá."
Juliana paes
"Devo ficar no Rio de Janeiro. É provável que eu esteja gravando ("Caminho das Índias")."
Juliana Didone "Estou tentada a passar o carnaval em Salvador. Tenho medo de não aguentar o pique. Vou precisar de uma semana de folga depois (risos). Mas se eu for, vou tentar segurar a onda e curtir os blocos de dia."
Debora Bloch "Como estou gravando (“Caminho das Índias”), não sei se vou conseguir viajar. Se eu conseguir, vou para a casa que tenho no Sul da Bahia. Agora, se eu gravar, vou assistir aos desfiles das escolas de samba na Sapucaí, em um camarote."
Giovanna Antonelli
Giovanna Antonelli
"Vou descansar em algum lugar."
Ricardo Tozzi "Estou gravando muito (“Caminho das Índias”), então devo ir para Sapucaí."
Rodrigo Hilbert "Devo ficar em casa, e assistir aos desfiles na Avenida."
Brown vai ao ensaio técnico do Salgueiro, comandado por Viviane e Sato
Escola carioca desfilou no Sambódromo neste domingo, 18
Faltando pouco mais de um mês para o carnaval, o músico baiano Carlinhos Brown conferiu de pertinho o ensaio técnico do Salgueiro neste domingo, 18, no Sambódromo, no Rio de Janeiro. Ele foi recepcionado pela rainha de bateria da agremiação, Viviane Araújo, e por Sabrina Sato, uma das musas da escola. A vermelha e branca levará para Avenida, na segunda-feira de carnaval, o enredo "Tambor".
Carlinhos posa com a rainha de bateria da escola, Viviane Araújo, e com Sabrina Sato
Viviane Araújo oferece almoço para quem devolver seu laptop
Modelo perdeu o equipamento no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro.
Viviane Araújo perdeu o computador
Um sortudo poderá ganhar um almoço ao lado de Viviane Araújo. A modelo, que está desesperada por ter perdido seu laptop pessoal, oferece algumas horas de seu tempo como recompensa para quem devolver o equipamento. Vivi esqueceu seu computador em um carrinho do aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro.
"Estava voltando de São Paulo, onde participei do ensaio da Mancha Verde, da qual sou Rainha de Bateria", disse a morena. "Peguei as malas e esqueci o laptop. Quero muito encontrá-lo".
Viviane Araújo recebe Kléber Bambam e Juliana Góes em escola de samba
Rainha de bateria do Salgueiro fez as honras da casa e tocou tamborim
Não basta ser rainha, tem que saber receber. Que o diga Viviane Araújo que no sábado, 31, foi anfitriã de Kléber Bambam e Juliana Góes na quadra do Salgueiro, escola da qual é rainha de bateria. Ela recebeu os ex-BBBs no camarote da presidência, mas não ficou muito tempo por lá, não. Correu logo para tocar tamborim com sua bateria, e é claro, mostrar samba no pé.
Viviane Araújo: depois de receber os ex-BBBs, hora de cuidar da bateria
Que calor! Viviane Araújo faz a temperatura subir no ensaio do Salgueiro
Morena usou uma toalha para secar o suor do corpo
A temperatura subiu no ensaio do Salgueiro nesta quarta-feira, 4, na quadra da escola, na Zona Norte do Rio. O calor era tanto que nem a rainha de bateria da agremiação, Viviane Araújo aguentou. Para secar o suor, a morena usou uma toalha e, para refrescar, ela levantou a blusa.
Para refrescar, Viviane Araújo levantou a blusa
Para secar o suor, a morena usou uma toalha
A rainha de bateria do Salgueiro sambou à frente dos ritmistas da escola
Viviane Araújo paga calcinha em ensaio técnico do Salgueiro
Morena dançou até o chão na Marquês de Sapucaí neste domingo, 8
Viviane Araújo foi vítima de sua própria empolgação. Ao descer até o chão no ensaio técnico do Salgueiro neste domingo, 8, na Marquês de Sapucaí, no Rio, a morena acabou exibindo a calcinha cor da pele que vestia por baixo do vestido prata.
Dunga alfineta Kaká e testa novo trio ofensivo na Seleção
De olho em substitutos, treinador demonstra desânimo com craque
Kaká, por enquanto, está fora dos planos do técnico Dunga LANCEPRESS!
Ainda incomodado com o corte do Kaká para as partidas contra Paraguai e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, o técnico Dunga voltou a alfinetar o apoiador do Milan.
Nesta quinta-feira, véspera do amistoso contra a Venezuela, em Boston (EUA), o treinador da Seleção deu a entender que o Melhor do Mundo em 2007 pode demorar a voltar a vestir a Amarelinha.
– A questão está com o Milan. É sempre assim. Como dizem, são eles que pagam os salários dele e é lá que ele pode se arriscar, não na Seleção. Recebemos o documento do clube e acatamos. Quando o Milan for mais generoso com a Seleção, ele volta – afirmou.
O clube italiano enviou uma carta à CBF avisando que Kaká só estaria liberado para treinar a partir do dia 10 de junho – cinco dias antes da partida contra o Paraguai. A comissão técnica brasileira não gostou do prazo e cortou o jogador.
Sem Kaká, Dunga já dá mostras de que procura substitutos para a posição. Prova disso é que o técnico deve enfrentar a Venezuela com um novo trio ofensivo, formado por Adriano, Robinho e Alexandre Pato. Com a mudança, o meio-de-campo brasileiro perde um homem de marcação, mas ganha em esperança de gols.
Juntos, os três atacantes já marcaram 46 gols pela Seleção. Adriano é o artilheiro, com 27 gols. Robinho está logo atrás, com 18. Pato tem apenas um, mas, em compensação, fez apenas duas partidas com a camisa da Seleção principal.
Será a primeira vez que a Seleção começa uma partida com três atacantes de ofício sob o comando de Dunga. O mais perto que o treinador chegou foi escalar um quarteto com Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho e outro atacante – se revezaram Vágner Love, Luis Fabiano, Afonso Alves e Fred.
O comandante, no entanto, faz mistério em relação à equipe que enfrentará a Venezuela:
– Para mim não há distinção de A ou B ou quem vai começar jogando. Vou esperar para decidir e observar quais as melhores opções para determinada circunstância.
Dunga deve fazer ainda outras seis alterações em relação ao time que enfrentou o Canadá, no sábado passado. Na defesa, Maicon, Lúcio e Juan saem paras as entradas, respectivamente, de Daniel Alves, Henrique e Luisão.
No meio-de-campo, a dupla de volantes Mineiro e Josué dá lugar para Gilberto Silva e Elano. Anderson - destaque do Manchester United na temporada - assume a vaga de Diego na armação.
FICHA TÉCNICA: BRASIL X VENEZUELA
Estádio: Gillette Stadium, Boston (EUA) Data/hora: 6/6/2008 - 22h30min (de Brasília) Árbitro: Não confirmado
BRASIL: Julio Cesar, Maicon, Henrique, Luisão e Gilberto; Gilberto Silva, Elano e Anderson; Robinho, Alexandre Pato e Adriano. Técnico: Dunga.
VENEZUELA: Vega, Chacón, Rey, Cichero e Hernández; Lucena, Rincón, Rojas e Vargas; Arango e Maldonado. Técnico: Cesar Farías.
Kaká é cortado de jogos da Seleção pelas Eliminatórias
Sem condições físicas, apoiador do Milan será substituído por Hernanes
Kaká não terá condições físicas para jogar as Eliminatórias, diz CBF
LANCEPRESS!
O apoiador Kaká, do Milan, foi desconvocado dos jogos da Seleção contra Paraguai e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010, nos dias 15 e 18 de junho, respectivamente. O volante Hernanes, do São Paulo, foi chamado para seu lugar.
Kaká passou recentemente por uma artroscopia no joelho e foi cortado, inicialmente, dos amistosos contra Canadá e Venezuela. O Milan, no entanto, enviou um documento à CBF avisando que o apoiador está liberado para treinar a partir apenas do dia 10 de junho.
A entidade entendeu que o tempo de preparação de Kaká será curto demais para entrar em campo em cinco dias e preferiu convocar outro jogador para a posição.
- Em função do prazo estabelecido pelo Milan, decidimos preservar o atleta, que está em fase de recuperação, já que seria prematura a sua participação nesses dois jogos - afirmou o técnico Dunga ao site oficial da CBF.
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Às 23h30, Isabella Nardoni cai do sexto andar sobre o gramado em frente ao prédio. A menina chega a ser socorrida, mas morre pouco depois. O pai da menina e a mulher vão à delegacia, onde dizem que alguém jogou Isabella do sexto andar, mas não sabem quem foi.
O pai conta que chegou da casa da sogra com a família e subiu só com Isabella. Diz que levou a menina até o quarto dela e ligou o abajur. Depois trancou a porta do apartamento e voltou à garagem, para ajudar a mulher a subir com os outros dois filhos. Afirma ainda que, quando voltou ao apartamento, viu a tela de proteção da janela rompida e a filha no jardim.
Os médicos legistas analisam o corpo e encontram ferimentos que podem ter ser sido feitos antes da queda.
O pai e a mulher passam a madrugada na delegacia.
30 de março (domingo)
Os depoimentos duram o dia todo e a polícia fala, pela primeira vez.
O delegado afirma que foi homicídio e não acidente, porque a menina não sofreu uma queda acidental. Segundo a polícia, alguém rompeu a tela protetora da janela e jogou a criança.
31 de março (segunda-feira)
Isabella Nardoni é enterrada de manhã e o avô materno, José Arcanjo de Oliveira, é o único a dar declarações. Diz que o caso abalou a familia inteira.
No apartamento, os peritos descobrem que a tela rompida é a da janela do quarto dos irmãos, não do quarto da Isabella. Recolhem a tela e alguns utensílios de cozinha que possam ter sido usados para fazer o corte. Também levam amostras do sangue encontrado em vários pontos do apartamento e as roupas da vítima, entre elas uma camiseta rasgada nas costas.
Um operário que trabalhou no prédio presta depoimento, confirma que teve um desentendimento com o pai de Isabella, mas nega envolvimento na morte.
1º de abril (terça-feira)
A polícia ouve seis pessoas: o primeiro policial a chegar ao prédio, logo depois da morte, dois ex-vizinhos e três vizinhos da família. Eles contam que ouviram gritos.
O advogado da família Nardoni e o delegado Calixto Calil Filho têm interpretações diferentes sobre os depoimentos prestados.
2 de abril (quarta-feira)
A mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, presta depoimento. "Que a justiça seja feita", diz na saída.
Com base no depoimento da mãe, a polícia pede a prisão temporária do pai e da madrasta de Isabella, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Peixoto Jatobá. A Justiça aceita e determina a prisão.
Os peritos voltam ao apartamento e examinam também a garagem e o carro da família. Os investigadores vão à casa dos pais de Alexandre pedir que eles convençam o filho a se entregar.
3 de abril (quinta-feira)
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá divulgam cartas, escritas de próprio punho, em que afirmam não serem culpados pela morte da criança e declaram amor por Isabella.
Os advogados negociam a apresentação do casal, o que ocorre no fim da tarde. Eles se apresentam no Fórum de Santana, na Zona Norte, passam pelo 9° Distrito Policial e fazem exames de corpo delito no Instituto Médico-Legal (IML). Eles são levados para delegacias distintas.
4 de abril (sexta-feira)
Dados preliminares do exame toxicológico feito no casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá constatam que nenhum dos dois havia ingerido álcool ou qualquer tipo de droga na noite da morte de Isabella.
O promotor Francisco Cembranelli afirma que há trechos "fantasiosos" nos depoimentos dados à polícia por Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ele visita o prédio do pai de Isabella. Depois de passar 45 minutos no local, diz que “qualquer conclusão (sobre o caso) é precipitada”.
Também na sexta-feira é realizada uma nova perícia no prédio. Técnicos do Instituto de Criminalística (IC) mediram o muro que cerca o prédio e verificaram qual seria a área abrangida pelo circuito de câmeras, caso ele estivesse em funcionamento no dia crime.
5 de abril (sábado)
O promotor Francisco Cembranelli afirma que a reconstituição da morte de Isabella será feita, mas diz que ainda não há data marcada.
Alexandre Nardoni, pai de Isabella, recebe a visita de três advogados no 77º Distrito Policia, na região central de São Paulo. Um deles conversa por cerca de 40 minutos com Nardoni, mas não divulga o conteúdo da conversa.
A mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, recebe flores, presentes e visitas de solidariedade no dia do seu aniversário de 24 anos. Entre os visitantes está Massataka Ota, pai do garoto Yves Ota.
6 de abril (domingo)
Oito dias após a morte da menina Isabella, o prédio em que ela morreu após cair do 6º andar vira atração para curiosos. Pichações feitas em muros próximos ao prédio pedem justiça para o caso.
Em entrevista ao Fantástico, o pai de Alexandre, Antônio Nardoni, diz que filho “não é marginal”. Mãe de Isabella, Ana Carolina de Oliveira, diz que filha tinha amor “incondicional” pelo pai.
O promotor do caso, Francisco Cembranelli, diz que é contra ouvir o depoimento do filho de 3 anos de Alexandre e Anna Carolina Jatobá. Menino pode ter sido responsável por gritos de “pára, pai” ouvidos na noite do crime.
7 de abril (segunda-feira)
A Justiça suspende sigilo no inquérito policial que investiga a morte da menina Isabella Nardoni. Pouco tempo depois, o delegado responsável pelas investigações, Calixto Calil Filho, ordena novamente o sigilo.
A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá entra com pedido de habeas corpus para o casal junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo.
Peritos da Polícia Civil concluem que Isabella Nardoni foi espancada e asfixiada dentro do apartamento, antes de ser jogada pela janela do 6º andar.
8 de abril (terça-feira)
Imagens do circuito interno de um supermercado em Guarulhos, na Grande São Paulo, onde Isabella esteve com sua família horas antes de morrer, em 29 de março, são divulgadas. O vídeo mostra Alexandre Nardoni usando roupas parecidas antes e depois da morte da menina de 5 anos.
Informações que fazem parte do laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontam que uma pequena palmeira amorteceu o impacto da queda da menina.
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) voltam ao apartamento de Alexandre Nardoni e, dessa vez, acompanham os advogados de defesa dele e da madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá.
9 de abril (quarta-feira)
A delegada assistente do 9º Distrito Policial, no Carandiru, Renata Pontes, diz que a polícia já apurou 70% do que aconteceu na noite em que Isabella Nardoni morreu. Entretanto, sem dar detalhes, o delegado-titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, disse que boa parte da chamada cena do crime foi montada, mas que ainda faltam mais de 50% das investigações.
O avô de Isabella, Antônio Nardoni, diz que "qualquer um" poderia ter entrado no prédio e cometido o crime, uma vez que os portões do local ficavam completamente abertos.
10 de abril (quinta-feira)
A polícia diz ter um depoimento crucial sobre o caso Isabella, mas a identidade da pessoa é mantida em sigilo pelo delegado Calixto Calil Filho.
O pedreiro Gabriel dos Santos Neto, que trabalha na construção de um sobrado nos fundos do edifício London, presta depoimento à Polícia Civil. Na saída da delegacia, ele nega que a construção tenha sido arrombada no dia do crime.
A Polícia Civil pede a quebra do sigilo telefônico de Cristiane Nardoni, tia de Isabella e irmã de Alexandre. O pedido é feito por interesse especial na ligação realizada para a irmã de Alexandre pouco depois da morte da criança. Os advogados de defesa de Nardoni pedem que Cristiane seja ouvida pela polícia.
11 de abril (sexta-feira)
Justiça de São Paulo concede habeas corpus e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são libertados. Há tumulto na saída de ambos das delegacias e curiosos chegam a empunhar pedras. O casal vai para a casa de parentes na Zona Norte da capital paulista.
A delegada Elizabete Sato, da Seccional da Zona Norte, diz que libertação do casal não irá atrapalhar investigações, mas o promotor Francisco Cembranelli fala o contrário. Ele afirma ainda que existem indícios que ligam o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá aos ferimentos encontrados no corpo da menina de 5 anos.
Polícia diz que vai intimar Cristiane Nardoni, tia de Isabella. Os investigadores querem saber se ela é mesmo a pessoa que foi citada em depoimento de um funcionário de um bar. Na noite em que a menina morreu, ele disse ter visto uma mulher se desesperado após receber um telefonema e comentar algo que poderia ligar Nardoni ao crime.
12 de abril (sábado)
No primeiro dia longe da detenção, o casal permaneceu na casa do pai de Alexandre, Antônio Nardoni. No começo da noite, a irmã do pai de Isabella afirmou que o casal está "bem, na medida do possível'. Entretanto, ela disse que eles não viram os filhos de 11 meses e 3 anos "por medida de segurança".
Eles receberam a visita de amigos. O pai de Alexandre seu reuniu durante a tarde com advogados. No 9º Distrito Policial, onde estão concentradas as investigações, foram ouvidos vizinhos do casal. O delegado Aldo Galeano, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), disse que se forem concluídas as atuais linhas de investigação será pedida a prisão preventiva do casal.
13 de abril (domingo)
O casal deixa a casa da família Jatobá e reencontra os filhos, que esavam com os pais de Anna Carolina em Guarulhos. No 9° Distrito Policial, vizinhos são ouvidos pela delegada-assistente.
O desembargador Caio Canguçu de Almeida diz que libertação não afirma culpa ou inocência de casal. Na primeira entrevista após a decisão, ele justificou a libertação com a afirmação de que Alexandre Nardoni e Anna Carolina não atrapalharam a investigação. O pai de Alexandre diz que o filho não discutiu ou brigou com a mulher no dia do crime. Por sua vez, Cristiane Nardoni diz que o irmão jamais machucaria Isabella.
14 de abril (segunda-feira)
O Jornal Nacional tem acesso aos depoimentos de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá feitos à polícia um dia após a morte da menina Isabella, de 5 anos.
Os advogados de defesa do casal levam à polícia blusas que Anna Carolina Jatobá e Isabella usaram no dia do crime.
A polícia afirma que está analisando se vai ouvir 22 pessoas indicadas como testemunhas pela defesa do casal. O pai de Alexandre, Antônio Nardoni, diz que a família está vivendo em prisão domiciliar.
15 de abril (terça-feira)
Os exames feitos pelos peritos para esclarecer a morte de Isabella Nardoni são praticamente concluídos. Os peritos discutem sobre o que provocaram a morte para fazer a conclusão do laudo. Os delegados responsáveis sobre o inquérito discutem os relatórios das investigações. O diretor do IC diz que a lavagem da blusa da madrasta atrapalha as investigações.
Um casal que mora em um prédio vizinho ao edifício onde ocorreu o assassinato da menina Isabella Nardoni contou, com exclusividade, ao "Jornal Nacional", ter ouvido uma violenta briga na noite do crime. Um novo pedido de habeas corpus é protocolado, mas os advogados de defesa afirmam que ele não faz parte da estratégia da defesa.
16 de abril (quarta-feira)
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são intimados pela polícia para depor na sexta-feira (18), quando Isabella completaria 6 anos. Antônio Nardoni, avô da menina, e Cristiane, irmã de Alexandre, também são intimados, só que para depor no sábado (19).
Exame feito, comparando o DNA de Isabella com o das manchas encontradas no cenário do crime, confirma que sangue em apartamento de Alexandre é mesmo de Isabella. Responsáveis pela investigação do caso decidem que a reconstituição do crime será o último ato antes do inquérito ser entregue à Justiça.
Mãe de Isabela, Ana Carolina de Oliveira, diz que acredita que Alexandre e Anna Carolina Jatobá possam estar, de alguma forma, diretamente envolvidos na morte da pequena Isabella.
17 de abril (quinta-feira)
Laudo do Instituto de Criminalística, ao qual a TV Globo teve acesso, diz que a menina sofreu um processo de esganadura durante três minutos dentro do apartamento, o que ocasionou uma parada respiratória. Depois, Isabella foi jogada. A queda ocasionou um politraumatismo, com lesões nos órgãos internos. Segundo a polícia, não havia mesmo uma terceira pessoa no apartamento naquela noite de sábado, 29 de março. A perícia também constatou que a pegada no lençol era do chinelo de Alexandre Nardoni, pai da garota.
Maria Aparecida Alves Nardoni, mãe de Alexandre Nardoni, prestou depoimento. Na saída, Antonio Nardoni, pai de Alexandre, reafirmou a inocência do filho e da mulher do rapaz. Questionado se denunciaria o filho caso ele fosse o culpado, Antonio Nardoni respondeu: "Com certeza, ele já teria assinado a confissão". O advogado disse ainda que "o assassino (de Isabella) merece pagar pelo que cometeu".
A mãe da menina rezou pela filha em uma missa especial celebrada pelo padre Marcelo Rossi no Santuário do Terço Bizantino, em Interlagos, na Zona Sul de São Paulo. Na celebração, a menina foi lembrada diversas vezes
18 de abril (sexta-feira)
No dia em que Isabella completaria 6 anos, o pai da menina foi interrogado pela polícia por cerca de oito horas e a mãe visitou o túmulo da menina e manteve o silência sobre o caso. Homenagens à garota ocorreram na antiga escola onde estudou e também na frente da delegacia, onde populares levaram bolos e balões e cantaram "Parabéns".
Quando a madrasta de Isabella começava a prestar depoimento, logo após o marido, uma série de laudos conseguida com exclusividade pela TV Globo era divulgada pelo Jornal Nacional. Os documentos apontavam que havia marcas de sangue no carro do casal e que pegadas na cama do quarto de onde a menina foi jogada eram do pai dela, Alexandre Nardoni.
Os laudos apontavam ainda que as marcas no pescoço da garota eram compatíveis com as das mãos da madrasta, Anna Carolina Jatobá.
19 de abril (sábado) A TV Globo tem acesso a detalhes dos laudos do caso Isabella que permitem à polícia estabelecer a seqüência de fatos no edifício em que morava o pai da menina de 5 anos na noite do crime. Os documentos mostram que a menina possuía vários hematomas na parte interna da boca, um indício de que ela teve a boca tampada para que não gritasse.
Durante interrogatórios na sexta-feira (18), Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá entram em contradição, principalmente sobre horários na noite do crime. Madrasta de Isabella diz desconhecer manchas de sangue de Isabella encontradas no carro do casal pela perícia. Advogado de defesa, diz que laudos ainda não são provas no caso.
20 de abril (domingo)
Em entrevista exclusiva para o Fantástico, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá dizem ser inocentes da morte de Isabella e revelam detalhes da convivência com a menina. Anna Carolina negou ter batido em Isabella. Os dois, porém, não entraram em detalhes sobre os laudos da perícia, que revelam, entre outros detalhes, que as marcas encontradas no pescoço da garota são compatíveis com as mãos de Anna Carolina.
O pai de Alexandre, Antônio Nardoni, diz que “é mais fácil” colocar a culpa no pai da menina e na madrasta.
21 de abril (segunda-feira)
A TV Globo tem acesso ao laudo do Instituto Médico-Legal (IML) sobre o caso Isabella. O documento, que ainda não foi divulgado oficialmente, mostra que a menina teria morrido mesmo se não tivesse sido jogada pela janela. O laudo também mostra que Isabella foi jogada 12 minutos após a chegada da família ao apartamento do 6º andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.
Advogados de defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá dizem que irão entrar com uma representação junto à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. Segundo eles, existem irregularidades no inquérito feito sobre o caso. A defesa alega ainda que o interrogório do pai e da madrasta de Isabella, na sexta-feira (18), foi feito baseado em laudos que ainda não foram entregues.
22 de abril (terça-feira)
A polícia adia os depoimentos do avô e da tia de Isabella, Antônio e Cristiane Nardoni. Também é adiada a coletiva para falar como foi feita a elaboração dos laudos do caso Isabella. Em entrevista, o diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), Aldo Galiano, disse que o adiamento da coletiva ocorreu porque ainda faltam quatro depoimentos “imprescindíveis” para a conclusão do inquérito.
Ele também mencionou o questionamento dos laudos por parte da defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. “Os laudos foram questionados. Eles estão sendo anexados aos autos na data de hoje [terça-feira]. As perguntas inerentes aos laudos que foram feitas aos indiciados, foram feitas com base em quando o delegado esteve no apartamento e quando conversou com peritos.”
A defesa do casal diz que vai entrar com representação junto à Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo, mesmo após os laudos terem sido anexados ao inquérito.
23 de abril (quarta-feira)
Quatro testemunhas, consideradas pela polícia “imprescindíveis” para a conclusão do inquérito do caso Isabella, depõem. Duas delas, um casal que não teve a identidade divulgada, foram convocadas pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Eles seriam vizinhos do casal no Edifício London. Os outros dois depoimentos foram prestados pelo avô e pela tia da menina, Antonio e Cristiane Nardoni.
É divulgado que outras duas testemunhas, ouvidas na terça (22), falaram que viram Antonio Nardoni entrando no apartamento de Alexandre um dia após o crime.
A polícia anuncia que a reconstituição do crime será feita a partir das 10h do domingo (27). Por causa da atividade, prevista para durar cerca de 10 horas, deverá ser fechado o espaço aéreo da região num raio de 3 km.
24 de abril(quinta-feira)
Moradores do prédio que fica em frente ao Edifício London são proibidos de permitir a entrada de jornalistas em seus apartamentos. Pela manhã, policiais visitam o prédio para acertar detalhes do esquema de segurança para a reconstituição do crime.
O promotor que acompanha o caso, Francisco Cembranelli, afirma que os peritos identificaram tentativas de remover os vestígios do assassinato da menina de 5 anos. De acordo com ele, manchas de sangue no apartamento e no carro de Alexandre Nardoni, pai da garota, foram lavadas. Para ele, houve “manipulação” da cena do crime.
A Aeronáutica informa que o espaço aéreo não seria fechado para a reconstituição da morte de Isabella. De acordo com a Aeronáutica, não se poderia limitar o tráfego aéreo no entorno do edifício porque o pedido da Polícia Civil não se enquadraria em nenhuma das 28 normas previstas para o procedimento.
25 de abril (sexta-feira)
Policiais civis começam a cadastrar moradores para a reconstituição da morte de Isabella, prevista para domingo (27). Só quem morava na rua ou no prédio onde aconteceu o crime poderia circular pelo local. A polícia também fotografou as casas vizinhas.
A Polícia Civil pede à Justiça o bloqueio do espaço aéreo no entorno do Edifício London para a reconstituição do crime. Os policiais alegaram que o barulho das aeronaves poderia atrapalhar o trabalho da perícia.
O avô paterno de Isabella, Antonio Nardoni, informou que o filho, Alexandre Nardoni, e a madrasta da menina, Anna Carolina Jatobá, não participariam da reconstituição do crime.
Reportagem do Jornal Nacional informou detalhes do interrogatório do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá (no dia 18). Em sete horas e meia, policiais tentaram surpreender Nardoni com novos detalhes da perícia, mas ele negou qualquer participação no crime. Anna Carolina também alegou ser inocente, negou ter batido na menina e também que tenha lavado roupas para esconder possíveis manchas de sangue.
26 de abril (sábado)
Polícia afirma que irá cumprir o prazo de 30 dias para concluir a investigação do caso, e entregará o inquérito à Justiça na semana seguinte. Junto com o inquérito, a polícia informa que deve entregar ao Ministério Público o pedido de prisão preventiva do pai e da madrasta da menina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que está preocupado com o que considera uma exposição exagerada da morte de Isabella Nardoni. “Eu fico preocupado quando a pirotecnia toma conta da investigação.”
O avô de Isabella, Antonio Nardoni, afirma que a ausência do pai e da madrasta da menina na reconstituição da morte dela é uma decisão técnica da defesa do casal, justificada pela divergência entre as versões deles e a da polícia.
27 de abril (domingo)
Peritos realizam a reconstituição do crime. O trabalho no Edifício London começa por volta das 9h40 e vai até as 17h15. Técnicos simulam por duas vezes, a queda da menina. Uma boneca com peso e tamanho de Isabella é lançada pelo buraco da tela de proteção, mas não despenca: fica pendurada por cordas.
A reportagem do Fantástico tem acesso a fotos de objetos que foram recolhidos do apartamento de Alexandre Nardoni. Entre os objetos encaminhados ao Núcleo de Física do IC está a rede de proteção da janela por onde a menina Isabella Nardoni foi jogada.
28 de abril (segunda-feira)
Os delegados que investigam o caso Isabella passam o dia fechando o inquérito para entregá-lo à Justiça. São seis volumes, mais de mil páginas.
A defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá diz que pode questionar o inquérito. “Tudo o que foi produzido na fase do inquérito, como os laudos periciais e os depoimentos, pode ser submetido ao crivo do contraditório, em que a defesa pode, através de uma postura técnica, questionar o que foi feito”, afirma Rogério Neres de Sousa.
O advogado criminalista Mário de Oliveira Filho questiona a reconstituição do assassinato da menina Isabella, que aconteceu no domingo (27). Para ele, seria imprescindível a realização de um teste de audiometria.
Após a reconstituição, peritos concluem que Isabella morreu 11 minutos após chegar ao prédio do pai.
29 de abril (terça-feira)
O promotor Francisco Cembranelli informa que o inquérito sobre o assassinato da menina Isabella só será entregue pela polícia na manhã de quarta-feira (30), porque o relatório final ainda não foi concluído. Além do relatório e das provas, será anexada ao inquérito uma representação da polícia que pede que sejam acolhidos os argumentos para a prisão preventiva do casal.
O promotor confirma ainda que uma rede de hotéis teria feito uma consulta ao crédito financeiro de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A defesa do pai e da madrasta de Isabella nega que o casal tenha intenção de deixar a capital.
Reportagem do Jornal Nacional mostra que parte da perícia foi usada incorretamente pela polícia durante interrogatório de casal.
Uma missa na Igreja Nossa Senhora da Candelária lembra um mês da morte da menina.
Caso Isabela (fantastico Exclusivo)
Policiais entregam inquérito do caso Isabella no Fórum
O inquérito policial do caso Isabella chegou ao Fórum de Santana na zona norte de São Paulo, trazido por dois policiais do 9º DP em carro do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap). São cerca de 1.100 páginas do inquérito e o relatório final das investigações. A polícia também pode, eventualmente, pedir a prisão preventiva do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, indiciados pelo homicídio.
Os documentos serão protocolados e depois entregues ao promotor de Justiça Francisco Cembranelli, que decidirá se denuncia ou não à Justiça o casal pelo homicídio de Isabella Nardoni de 5 anos, em 29 de março. O promotor disse vai aproveitar o feriado prolongado para estudar o assunto e já prometeu uma decisão até o início da próxima semana.
Culpados ou inocente
O Brasil quer saber a verdade esclrecida nesse casso isabela
A delegada-assistente do 9º Distrito Policial de São Paulo (Carandiru), Renata Helena da Silva Pontes, em suas considerações preliminares, disse que mãe de Isabella reclamou de ciúme doentio da madrasta em depoimento à polícia. Ainda segundo a delegada, não há qualquer indício de terceira pessoa ter estado na cena do crime. A certeza sobre como se deu a queda, acreditando que foi provocada, também merece críticas no texto, datado do dia 2 de abril.
Veja abaixo mais detalhes das conclusões preliminares dos investigadores do caso e as demais análises.
A hipótese de um estranho ter estado no apartamento, além de não apresentar qualquer coerência, considerando a dificuldade que encontraria para entrar em um edifício, diante do exíguo tempo disponível para praticar todo o mal contra a criança, diante do total absurdo caso tivesse alguém agido dessa forma, precipitando uma criança inocente, que não oferece qualquer obstáculo à fuga, que segundo o pai encontrava-se, inclusive, dormindo, não foi corroborada por quem quer que seja, não foi alicerçada por qualquer prova material ou testemunhal.
(...) em momento algum tiveram a iniciativa, comumente instintiva, de ligar para (...) o socorro, mesmo estando na posse de celulares, preferindo ligar para os respectivos pais, usando o telefone fixo do apartamento. Esse comportamento incomum, revela, quiçá, que ambos já sabiam que nada mais tinham a fazer para salvar a vida da criança, necessitando, naquele momento, de proteção paterna para eles próprios. (...)
Alexandre e Anna Carolina afirmaram possuir um relacionamento harmônico e civilizado, o que foi amplamente desmentido pelas testemunhas (...)
A ex-companheira de Alexandre e mãe biológica da vítima, também revelou que Anna Carolina tinha um comportamento doentio, de ciúmes e possessividade em relação a Alexandre, a ponto de não permitir que a ex-mulher com ele falasse a respeito da filha, tendo ela que intermediar a conversação e de não permitir sequer que a ex-companheira soubesse o endereço onde moravam, querendo, por certo, mantê-la longe (...). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Madrasta admite que tinha ciúmes da mãe de Isabella
Em depoimento à polícia, Anna Carolina Trotta Jatobá, madrasta de Isabella, de 5 anos, que morreu após cair do 6º andar de prédio na zona norte de São Paulo, confessou que já teve muitos desentendimentos com a mãe da menina, que inicialmente tinha ciúmes desta com seu marido, sendo que alguns desentendimentos terminaram há pouco tempo, quando seu filho Pietro passou a freqüentar a mesma escola que Isabella. Anna Carolina disse que seu relacionamento com a menina era "ótimo". É o que se confirma com a leitura da íntegra dos depoimentos aos quais o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso.
Veja trechos do depoimento:
Declarou que (...) quando conheceu Alexandre, ele não mantinha qualquer relacionamento com Ana Carolina, com a qual teve uma filha, Isabella (...) Que tem conhecimento que Alexandre efetuava o pagamento da pensão alimentícia a Isabella, cujo valor não sabe informar, entretanto recorda-se que houve uma revisão de pensão na Justiça, para aumento do valor da pensão (...) Informa que conhecia Ana Carolina, mãe de Isabella, e confessa que já teve muitos desentendimentos com esta no decorrer da relação com Alexandre, visto que inicialmente tinha ciúmes desta com seu marido, sendo que alguns desentendimentos e intrigas terminaram pouco tempo atrás, quando seu filho Pietro passou a freqüentar a mesma escola que Isabella e então ligava para Ana Carolina perguntando se poderia apanhar Isabella, inclusive para levá-la para sua casa às sextas-feiras.
(... )Informa que o relacionamento com Isabella era ótimo, informando que eram apaixonadas (...) Que Isabella era calma, bastante boazinha e meiguinha, e nunca precisou repreendê-la e que ela dizia que gostava de ficar com a as criança porque fazia tudo o que ela queria, inclusive era querida pelos irmãos, que a amavam (...) Confessa que Alexandre já lhe deu palmadas a fim de repreendê-los (...) Alexandre era bom esposo e não tem comportamento agressivo, e parece-lhe calmo até demais e que não gosta de discussões (...) Que, na sexta-feira, Isabella não foi para a escola e por volta das 14h30 apanhou a menina na casa dos avós maternos; que não houve qualquer problema naquele dia; que Alexandre tinha conhecimento que a declarante estava naquela tarde com Isabella; que freqüentaram a piscina do prédio; que Isabella estava bem e nada de anormal aconteceu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Caso Isabella:
polícia estranha depoimentos do casal
"Alexandre e Anna Carolina, os quais em tudo concordam e possuem a mesma opinião acerca do ocorrido, não apresentaram em momento algum, desde o primeiro contato que tiveram com as autoridades, horas depois do fato, qualquer dúvida, qualquer questionamento, tampouco sensação de estranheza diante das circunstâncias da cena do crime, diferentemente de todas as demais pessoas". É a opinião da delegada-assistente do 9º Distrito Policial (Carandiru), Renata Helena da Silva Pontes, sobre o assassinato de Isabela Nardoni, de 5 anos. É o que se confirma com a leitura da íntegra dos depoimentos aos quais o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso.
A polícia diz não ter dúvidas que Alexandre Alves Nardoni, de 29 anos, pai, e Anna Carolina Jatobá, de 24, madrasta da menina, mataram Isabella. Falta concluir "quanto à motivação e individualizar a conduta" do casal. A menina morreu no dia 29 de março, após cair do 6º andar do apartamento em que vivem seu pai, a madrasta e dois meio-irmãos, na zona norte de São Paulo.
Os depoimentos do inquérito revelam os momentos de pânico no Edifício London pouco depois da queda da menina. Alexandre contou que ao chegar ao edifício os três filhos dormiam no carro quando ele subiu com Isabella, enquanto a mulher aguardava no veículo para que pudesse auxiliá-la com as demais crianças. Segundo a polícia, entre o momento em que o pai diz ter chegado ao prédio e a queda da menina passaram-se 19 minutos. Alexandre afirmou que deixou Isabella e foi à garagem apanhar seus outros dois filhos e Anna Carolina. Quando voltou ao apartamento, a porta ainda estava trancada. A polícia constatou que não havia sinais de arrombamento ou invasão no prédio.
Ao chegar ao quarto da Isabella, Alexandre contou que "viu que esta não se encontrava na cama". Então, com o filho no braço, entrou no quarto dos meninos e viu "pingos de sangue no chão". A janela estava aberta e havia um corte na tela de proteção. Ao olhar pela janela, ele viu que sua filha estava caída lá embaixo.
O quadro começou a mudar quando a polícia ouviu testemunhas que disseram que, antes da queda, ouviram uma criança gritar: "Papai, papai, papai, pára, pára!" Outras duas relataram uma discussão entre o casal. Os médicos-legistas constataram que "a vítima tinha sinais claros de asfixia". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
Caso Isabella:
Polícia acha vestígios de sangue em carro
A Polícia de São Paulo encontrou novas pistas que podem ajudar a solucionar a morte da menina Isabella, de 5 anos. Investigadores revelaram que vestígios de sangue foram encontrados por uma equipe do Instituto de Criminalística (IC) dentro do Ford Ka do casal Alexandre Carlos Nardoni e Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá e no apartamento no 6º andar do Edifício Residencial London - de onde a garota caiu no sábado. O delegado titular do 9º DP, Calixto Calil Filho, trabalha com a hipótese de homicídio, apontando que há fortes indícios de que a criança tenha sido arremessada por alguém.
Foram encontradas marcas de sangue na maçaneta da porta da sala e no hall de entrada. Também foram coletados fios de cabelos que estavam no chão da sala e peças da roupa que Alexandre usava naquele sábado que estavam no banheiro do apartamento ao lado, que pertence à irmã dele. Ainda não se sabe de quem e de quando são as marcas de sangue, que serão agora analisadas por meio de testes de DNA.
Os policiais acreditam que essas evidências irão compor um cenário mais preciso do caso para responder às muitas questões que não foram explicadas pelos depoimentos. Os peritos também conseguiram determinar que o sangue encontrado no dia do crime no lençol do quarto em que a menina teria sido deixada dormindo caiu de alguma pessoa que estava em pé ou sendo carregada.
Os peritos procuraram por provas no apartamento das 20h30 de anteontem até 1 hora da madrugada de ontem. Eles usaram um composto químico conhecido como luminol - em contato com sangue, ele reage e libera uma luz verde ou azulada, indicando marcas de sangue que seriam imperceptíveis a olho nu. Segundo um investigador, a polícia ainda não tem outros suspeitos do crime além do casal. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo
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Para aumentar a probabilidade de visualização de seus anúncios, combine os blocos de anúncios com o plano de fundo do blog. Escolha uma cor em negrito para o título do anúncio a fim de chamar a atenção para seus anúncios. Em seguida, certifique-se de que o plano de fundo e as bordas dos anúncios tenham a mesma cor que o fundo da área em que o anúncio será posicionado.
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Posicionamento: Exiba seus blocos de anúncios onde possam ser notados por usuários recorrentes
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Posicione um cabeçalho logo após o último post. Isso fornece aos usuários que chegam ao final do thread uma "próxima etapa" quando o conteúdo acaba. Evite, no entanto, posicionar o cabeçalho depois do rodapé, pois é provável que os usuários sigam para o próximo thread sem ver o anúncio.
Formatos: Como adaptar seu design para incluir vários blocos de anúncios em um espaço limitado.
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Jennifer Love Hewitt casará com seu namorado escocês
Ator Ross McCall deu à atriz um anel de noivado de sua família
FAMOSIDADES No Rio de Janeiro
A atriz norte-americana Jennifer Love Hewitt, de 29 anos, ficou noiva e se casará com o ator escocês Ross McCall, de 32 anos. De acordo com site da revista americana "Us Magazine", nesta quarta-feira (28) McCall deu a Hewitt um antigo anel de noivado que pertencia a sua família há mais de 100 anos.
Um representante da atriz comentou o noivado. "Eles ficaram noivos na semana passada", disse. O casal está em férias no Havaí, onde Jennifer foi flagrada de biquini com um corpo mais robusto.
A atriz foi a estrela do seriado americano "Ghost Whisperer" e do filme "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado". O último trabalho de Jennifer Love Hewitt foi a dublagem do desenho "Delgo", no ano passado.
Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas - ONU. A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids. A escolha dessa data seguiu critérios próprios das Nações Unidas. No Brasil, a data passou a ser adotada, a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministro da Saúde.
Porque o laço vermelho como símbolo?
O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.
O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.
O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.
Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.
Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.
Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama. O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade. O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica. O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana; o azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente, o azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.
Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o “V” de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.
Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.
Secretária de Saúde realiza ação de conscientização sobre o Dia Mundial da Luta contra a Aids
Fonte: Secretaria de Comunicação Rodrigo Ferreira Da Secom
A Secretaria de Saúde , por meio do Centro de Testagem Anônima – CTA- , realizou sexta-feira (1) no centro da cidade, diversas ações de conscientização sobre o Dia Internacional da Luta contra a Aids com o tema “ O Preconceito é o pior sintoma da Aids . Chega de Discriminação.” No evento foram distribuídos folderes e camisinhas, além de orientações sobre sexo seguro e também o encaminhamento dos interessados para o CTA, onde realizam em média por mês 170 exames de sangue para sorologia HIV,Sífilis e Hepatites Virais.
O objetivo do evento foi mostrar para a população que, apesar das diferenças, todos possuem direitos iguais, realizando assim um trabalho de conscientização, pois segundo a coordenadora do programa DST/Aids, Neifla Zucolloto do Reis, "o isolamento emocional e muitas vezes físico daqueles que não têm informação excluem o portador do vírus HIV de uma convivência normal em sociedade".
O secretário municipal de Saúde, Dr. José Plínio dos Reis, destacou o trabalho de conscientização não só da Aids como também de outras doenças. "O básico é a informação. O trabalho do CTA é diferenciado, referência na região, em cidades como Comendador Gomes, Fronteira, São Francisco de Sales, Planura e nós conseguimos muitas melhorias para portadores do vírus da Aids, com um tratamento digno a esses pacientes", salientou o secretário.
Atualmente cerca de 120 pessoas fazem tratamento no SAE, todo o medicamento utilizado pelos portadores do HIV é oferecido gratuitamente na rede municipal de saúde. Mais informações pelo telefone 34 3423-2615.
Resgatar e fortalecer a participação popular no controle e prevenção de doenças, planejando e desenvolvendo ações conjuntas que respondam às necessidades locais relativas à educação em saúde, bem como dar suporte pedagógico às atividades desenvolvidas nas Unidades Básicas de Saúde, Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde.
Arte e ações para reduzir transmissão vertical do HIV marcam o Dia Mundial de Luta contra a Aids no Brasil
O Ministério da Saúde marca o Dia Mundial de Luta contra a Aids com quatro ações. A primeira delas é a reafirmação do compromisso do governo federal com as pessoas que vivem com o HIV no Brasil. A segunda ação é o lançamento de metas para reduzir a transmissão vertical do HIV, quando o vírus é passado da mãe para o bebê, durante a gestação, o parto ou a amamentação; e eliminar a sífilis congênita. O Ministério também apresentará o “Caderno das Coisas Importantes”, publicação voltada para alunos de escolas públicas de todo o país, e a instalação artística “Contatos”, da artista Bia Lessa, montada na Esplanada dos Ministérios.
Com essas ações, o Ministério reforça o comprometimento com a promoção da qualidade de vida das pessoas que têm o HIV; com a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis e da aids; e com o fornecimento dos medicamentos anti-retrovirais, usados no tratamento da doença, e dos testes de diagnóstico e monitoramento da aids. Estes são alguns dos pontos que compõem o conceito de prevenção posithiva, cujo campo de ação é focado nas necessidades das pessoas infectadas pelo vírus ou que têm aids.
Neste 1º de dezembro, também será lançado o Protocolo para a Prevenção de Transmissão Vertical de HIV e Sífilis – um conjunto de procedimentos e orientações para tratar e acompanhar a gestante, no diagnóstico e no tratamento adequados para o HIV e a sífilis. Trata-se de uma mobilização para reduzir a transmissão vertical da aids e erradicar a sífilis congênita no país. A meta é eliminar a sífilis congênita em todo o território nacional até 2007 e reduzir a transmissão vertical do HIV a níveis abaixo de 1%.
De 1980 a junho de 2006, foram registrados 13.171 casos de aids por transmissão vertical no Brasil. Hoje, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, o índice de infecção do HIV em parturientes é de 0,41%. Isso representa, aproximadamente, 12,5 mil crianças expostas ao vírus por ano. Se as medidas corretas não forem tomadas, a criança tem 25% de chance de ser infectada pelo vírus da aids. Caso as medidas sejam adotadas, a chance fica entre 1% e 2%.
Por esses cálculos, se nenhuma medida fosse tomada, o Brasil deveria registrar pouco mais de 3.100 casos de transmissão vertical do HIV por ano. Com as intervenções adequadas, o número deveria ser de 125 casos. De acordo com o Boletim Epidemiológico 2006, divulgado em 21 de novembro, houve redução de 51,5% nos casos de transmissão vertical do HIV, entre 1996 e 2005. Naquele ano, foram registrados 1.091 casos. No ano passado, 530. Em 2006, de janeiro a junho, foram notificados 109 casos nessa categoria. No caso da sífilis congênita, foram notificados, de 1998 a junho deste ano, 36 mil casos. Atualmente, a taxa de incidência da doença é de 1,6 caso a cada 100 mil gestantes. “O Protocolo faz parte do fortalecimento de parcerias e ajuste do processo para incrementar o diagnóstico precoce e propiciar as intervenções necessárias para a prevenção e melhoria da qualidade na atenção às mulheres e recém-nascidos”, diz a diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão.
Jovens – Além dessas ações, será lançado o “Caderno das Coisas Importantes”, voltado para os adolescentes. São 400 mil exemplares que serão encaminhados para a escolas públicas de todo o país, em 2007. A publicação reafirma o compromisso do governo federal com a promoção da saúde e a prevenção das DST e da aids nas escolas públicas.
O material tem linguagem visual arrojada, com informações sobre formas de transmissão e formas de prevenção das DST e da aids, além de informações sobre corpo e sexualidade. A publicação faz parte de um programa conduzido pelo Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). De acordo com dados do Censo Escolar do ano passado, 97,6 mil escolas trabalham o tema DST/Aids. Entre essas escolas, mais de 9 mil disponibilizam preservativos aos alunos.
Contato – A instalação “Contato”, da cenógrafa Bia Lessa, ocupará 24 mil metros quadrados do gramado central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A obra é composta por 12.090 estacas de madeira pintadas de branco com fitas soltas com o nome e a idade de 1.000 pessoas. São pessoas que vivem ou não com o HIV e que compartilham o trabalho de prevenção e enfrentamento da epidemia de aids. Bia Lessa quer chamar atenção para que haja uma transformação na sociedade. "É preciso acabar com o preconceito que afeta as relações afetivas e sociais dos portadores do HIV”, diz a artista.
A obra também traz a inscrição “Eu me escondia para morrer, hoje me mostro para viver”, pintada no gramado. A frase é de autoria da RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids). O mesmo texto será projetado com raio laser nas duas torres do Congresso Nacional, no início da noite do dia 1º de dezembro. Fazem parte ainda da instalação quatro laços vermelhos gigantes feitos com balões de gás. Cada laço mede 10 metros. Na inauguração da obra, 700 voluntários da sociedade civil formarão um laço vermelho, que é o símbolo mundial de luta contra a aids.
A instalação é uma promoção do Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de DST e Aids, em conjunto com o UNICEF e conta com apoio do Ministério da Defesa, Ministério da Educação, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, do Governo do Distrito Federal, das secretarias de Saúde e Turismo do DF, do Corpo de Bombeiros do DF, da Coordenação Estadual de Aids do DF, do Departamento de Trânsito do DF e do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC).
O ato simbólico de lançamento será realizado às 9h30, com a presença dos Ministros da Saúde, Agenor Álvares; da Educação, Fernando Haddad; da Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire; do Secretário Especial dos direitos Humanos da Presidência da República, Paulo de Tarso Vannuchi; da diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão; da representante da Unicef no Brasil, Marrie-Pierre Poirier e de Cazu Barroz e Beatriz Pacheco, participantes da campanha publicitária do dia 1 de dezembro.
1º de dezembro – O Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi instituído em 1988, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), como uma data simbólica de conscientização para todos os povos sobre a pandemia de aids. As atividades desenvolvidas nesse dia visam a divulgar mensagens de esperança, solidariedade, prevenção e incentivar novos compromissos com a luta. No Brasil, a data passou a ser adotada a partir de 1988, por uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde. O projeto do laço como símbolo de solidariedade foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York.
Mais informações Programa Nacional de DST e Aids Assessoria de Imprensa Telefones: (61) 3448-8100/8088 Fax: (61) 3448-8090 E-mail: imprensa@aids.gov.br
Neste 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids, o Inesc reproduz trechos do relatório do PNUD sobre Aids e Racismo. Também apresentamos uma agenda das atividades previstas para o dia de hoje no Brasil.
1. Dia Mundial: ações e eventos
1.1 Show de Salvador • Atrações: Sandra de Sá e Margareth Menezes (cantoras), Toni Garrido (vocalista do grupo Cidade Negra), Big Richard (rapper), Xandy (vocalista do grupo Harmonia do Samba). • Apresentação: Zezé Mota e Elisa Lucinda (A CONFIRMAR). • Local: Concha Acústica de Salvador (Bahia), a partir das 18h30. • Expectativa de público: 5,5 mil pessoas. • Ingresso: mantimentos (alimentos não-perecíveis). • Custo: R$ 300 mil . O investimento é feito em parceria com o Ministério da Saúde (95%) e o Instituto Beneficente Conceição Macedo – IBCM (5%). O Instituto é uma organização não-governamental que tem uma casa de apoio para crianças portadoras do HIV em Salvador.
1.2 Eventos em Brasília • Solenidade no Palácio do Planalto, às 10h. • Presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e dos ministros Saraiva Felipe (Saúde) e Matilde Ribeiro (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial – SEPPIR). • Homenagem às ONG, instituições e personalidades que contribuíram para diminuir o preconceito e vulnerabilidade da população negra à epidemia. • Lançamento do Boletim Epidemiológico 2005, com os novos números da aids no Brasil. (Dia 30/11. • Pronunciamento do Ministro da Saúde e da Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial em cadeia de rádio e TV (30/11)
1.3 Outras ações em Brasília • Instalação de banner sobre aids e racismo no prédio da SEPPIR. • Instalação de galhardetes na Esplanada dos Ministérios. • Stand na Rodoviária (GDF, com apoio do PN). Ação nos Ministérios para que todos os funcionários públicos se envolvam com a causa.
• Evento realizado no Clube de Imprensa com a participação do Projeto Escola de Vida - Casa Amiga da Criança que atende portadores e filhos de portadores de HIV e do Movimento Rua do Circo, que trabalha com inclusão social de meninas e meninos de rua.
2. Conceitos
2.1 População negra – Soma de pretos e pardos. 2.2 Racismo – É a convicção de que existe uma relação entre as características físicas hereditárias, como a cor da pele, e determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo subentende ou afirma claramente que existem raças puras, superiores às demais, e que tal superioridade autoriza uma hegemonia política e histórica. Ao longo da história, a crença na existência de raças superiores foi usada para justificar a escravidão e o domínio de determinados povos. Fonte: Diálogos contra o Racismo – www.dialogoscontraoracismo.org.br
3. Por que a população negra?
• Não existe comprovação científica de que a população negra apresente qualquer especificidade biológica que a torne mais susceptível à infecção pelo HIV. É preciso deixar claro que população negra NÃO É grupo de risco. • No entanto, condições sociais, econômicas e culturais desfavoráveis e, notavelmente, o racismo são fatores que podem gerar ou acrescentar vulnerabilidade ao HIV/aids. • A partir de 2001, a variável cor/etnia foi introduzida nos instrumentos de registro dos casos de aids e demais agravos de notificação compulsória no país – Sistema de Informações de Agravos e Notificações (SINAN). O Boletim Epidemiológico de 2004 mostrou pela primeira vez os números da epidemia segundo raça e cor. • Os dados são recentes, não permitindo generalizações. Somente no futuro é que poderão ser geradas análises epidemiológicas consistentes e aprofundadas. A qualidade da informação vem sendo significativamente aprimorada ao longo dos 5,5 anos cobertos pela edição 2005 do Boletim Epidemiológico, atingindo agora 88,3% de notificações com a variável raça/cor devidamente preenchida. • De acordo com os dados do Boletim de 2005 observa-se que, para os casos notificados com a variável raça/cor, há queda proporcional entre as pessoas que disseram ser da cor branca e aumento proporcional entre aquelas que se auto-referiram como sendo pretos ou pardos, especialmente entre os pardos. • Em 2000, os homens que disseram ser da cor branca responderam por 65,9% dos casos registrados com a variável raça/cor. Naquele ano, as mulheres que se disseram de cor branca responderam por 61,4%. Em 2005, com dados notificados até junho, o percentual entre os homens caiu para 55,4% e entre as mulheres, para 53,6%. • Na população que se auto-referiu como preta ou parda observa-se o inverso. Em 2000, os homens que disseram ser pretos ou pardos responderam por 33,3% dos casos registrados com a variável raça/cor. Nesse mesmo ano, as mulheres que se disseram de cor preta ou parda responderam por 38,1%. Em 2005, com dados notificados até junho, o percentual entre os homens subiu para 43,3% e entre as mulheres, para 45,2%. • Observa-se que, proporcionalmente, há uma tendência de estabilização da epidemia entre a população branca e crescimento entre a população parda e negra. • O Boletim Epidemiológico de 2005 apresenta pela primeira vez dados de mortalidade segundo raça/cor. • Observa-se que, para os óbitos com informação sobre raça/cor (79,8% dos casos em 1999 e 93,7% dos casos em 2004), há queda proporcional entre óbitos de pessoas declaradas como sendo de cor branca e aumento proporcional entre aquelas declaradas como pretas ou pardas. Os óbitos de brancos corresponderam a 62,3% dos óbitos de 1999 e os de pretos ou pardos a 35,3%. Em 2004 os óbitos de brancos caíram para 56,6% do total de óbitos no período, enquanto os óbitos de pretos ou pardos elevaram-se para 42,9% do total de óbitos. • Em 1999, 64,3% dos óbitos de homens atribuídos à aids foram de brancos. No mesmo ano 57,5% dos óbitos de mulheres foram de brancas. Em 2004 o percentual de homens brancos caiu para 58,3% e de mulheres brancas para 53,1%. • Nos casos dos óbitos da população preta ou parda observa-se o inverso. Em 1999, 33,6% dos óbitos de homens foram de pretos ou pardos. No mesmo ano, óbitos de mulheres pretas e pardas corresponderam a 39,4% dos óbitos de mulheres. Em 2004 os óbitos de homens pretos ou pardos elevaram-se para 41,3% e os de mulheres para 46,2%. • Enquanto tendência geral, sabe-se que a epidemia vem atingindo os indivíduos com menor escolaridade, categoria em que se inclui parcela importante da população negra. • Além disto, a epidemia caminha para a pauperização (aumento entre os mais pobres, grupo no qual a população negra se encontra em maior proporção).
4. Aids - Dados comportamentais
Pesquisa de Conhecimento, Atitudes e Práticas na População Brasileira de 15 a 54 anos - PCAP-BR/2004
4.1 Conhecimento • O conhecimento sobre as formas de transmissão e prevenção da infecção pelo HIV é sempre maior entre brancos quando comparados aos negros, e as diferenças são estatisticamente significativas. • 92,6% dos brancos e 89,6% dos negros citaram espontaneamente a relação sexual como forma de transmissão do HIV. • 95% dos brancos e 93% dos negros citaram espontâneamente o uso de preservativos como forma de se proteger da infecção pelo HIV. • Por outro lado, em termos do conhecimento correto das formas de transmissão – ou seja, acertar os cinco itens: 1) HIV não é transmitido por picada de inseto; 2) não é transmitido pelo uso de banheiros públicos; 3) não é transmitido pelo compartilhamento de talheres, copos, refeições; 4) é transmitido por compartilhamento de seringas; e 5) é transmitido pelo não uso de preservativo – os brancos têm conhecimento correto quase 15% maior do que os negros – 73% entre a população branca e 63,5% entre a população negra. • 4,8% dos brancos e 8% dos negros não souberam citar nenhuma forma de transmissão do HIV. • 3,4% dos brancos e 5% dos negros não souberam citar nenhuma forma de se proteger da infecção pelo HIV.
4.2 Comportamento sexual
• Início da vida sexual – A população negra inicia vida sexual mais cedo que população branca: 27,4% dos negros com menos de 15 anos, contra 21,5% dos brancos, na mesma faixa etária. A idade média de início da vida ativa foi de 17 anos entre os brancos e de 16,5 anos entre os negros. • Número de parceiros – Os negros têm maior número de parceiros: 20,4% tiveram mais de 10 parceiros na vida, enquanto que a proporção comparável entre os brancos (17%) é 17% menor. Por outro lado, não foram encontradas diferenças nas proporções de brancos e negros com mais de 5 parceiros eventuais no último ano, em torno de 4%.
4.4 Uso de preservativo – Não há diferenças estatisticamente significativas no uso de preservativos entre negros e brancos. Separando-se os dados por escolaridade, o uso regular de preservativos com qualquer parceria é maior entre os negros com fundamental incompleto do que entre brancos no mesmo grau de escolaridade.
4.4 Realização do teste alguma vez na vida – A cobertura de testagem na população branca (30,1%) é maior do que na população negra (26,8%) – diferenças estatisticamente significativas.
5. Dados demográficos e socioeconômicos
Atlas Racial Brasileiro – PNUD/2004 – www.pnud.org.br De um modo geral, a população negra brasileira é mais pobre, morre mais cedo, tem a escolaridade mais baixa e menor acesso a serviços de saúde do que a população branca: • 47,3% da população brasileira se auto-declararam negros (IBGE/2005) • 50% da população negra no Brasil está abaixo da linha de pobreza. Na série histórica de 1982 a 2003, não houve avanço na redução das diferenças entre negros e brancos. • Quase 25% da população negra no Brasil vivem abaixo da linha de indigência. Entre os brancos, o índice é de 10%. • 69 anos era a esperança de vida ao nascer da população brasileira no ano 2000. Entre os brancos, a esperança era de 71,5 anos. Entre os negros, 66,2 anos.
6. Trabalho e renda
Relatório de Desenvolvimento Humano - Brasil 2005 - PNUD (www.pnud.org.br) • Em 2003, 7,8% dos homens brancos eram empregadores, enquanto que entre os homens negros esse percentual era de apenas 3%. • Quanto às mulheres, 13,8% das brancas trabalhavam como empregadas domésticas, ofício de 24,2% das negras. • Em 2003, o salário dos homens negros equivalia a menos da metade (47%) do dos homens brancos. A renda das mulheres negras eqüivalia a 54% da das mulheres brancas. • O estudo afirma que “embora as disparidades de escolaridade entre os dois grupos tenham um papel importante nessas discrepâncias, elas não são suficientes para explicar a diferença de remuneração”. • Exemplo disso é que o salário das mulheres negras que têm entre 8 e 11 anos de estudo (pessoas com ensino fundamental completo) é inferior ao de homens brancos que têm de 1 a 3 anos de estudo (ou seja, que são analfabetos funcionais).
7. Educação
Atlas Racial Brasileiro – PNUD/2004) – www.pnud.org.br • Em 2003 a taxa de analfabetismo da população negra era mais do que o dobro da observada na população branca – 16,9% e 7,1% respectivamente. • Os brancos têm, em média, 8 anos de estudo, o que significa o ensino fundamental completo. A população negra tem, em média, 6,3 anos de estudo, ou seja, nem chegam a completar o ensino fundamental. • 98% dos brancos e 96% dos negros de 7 a 14 anos freqüentam o Ensino Fundamental. · 85,7% dos brancos e 79,2% dos negros entre 15 e 17 anos têm acesso ao Ensino Médio.
8.1 Acesso à saúde (1998) • Aproximadamente 83,7%. da população branca conseguiu atendimento médico nas duas semanas anteriores à pesquisa. Entre os negros a proporção foi de 70%. • A população branca tinha em média 2,29 consultas por ano. Os negros, 1,83.
8.2 Mortalidade Infantil • Em 1980 a taxa de mortalidade infantil entre brancos era de 85,8 por mil nascidos vivos. Entre os negros, era de 100,6 a cada mil – 17,2% superior à dos brancos. • Em 2000, a taxa de mortalidade infantil entre brancos era de 22,9 por mil nascidos vivos. Entre os negros, era de 38,0 a cada mil.
9. Ações do PN-DST/Aids voltadas para a população negra
Programa Estratégico de Ações Afirmativas: População Negra e Aids Lançado em agosto de 2005, em Brasília, pelo Ministro da Saúde, Saraiva Felipe, com as presenças dos ministros Fernando Haddad (Educação), Matilde Ribeiro (SEPPIR) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência da República).
9.1 Objetivos e diretrizes • Promover a eqüidade e os direitos humanos da população negra. • Combater a discriminação racial e étnica. • Promover a igualdade por meio de programa de ações afirmativas. • Cumprir o Decreto N° 4.228, de 13 de maio de 2002, que institui, no âmbito da administração pública federa, o Programa Nacional de Ações Afirmativas.
9.2 Componentes
9.2.1 Implementação de políticas • Formular e implementar política nacional e planos de ação de combate ao racismo e à discriminação. • Ampliar acesso aos serviços, insumos e informação em HIV/Aids para a população negra. • Implementar ações para melhorar os serviços de atenção à saúde das pessoas que vivem com HIV/aids. • Aplicar a política de Ações Afirmativas e a promoção da igualdade racial em todas as atividades, internas e externas do PN.
9.2.2 Promoção de parcerias • Fortalecer as redes de solidariedade pela formação de novas parcerias e mobilização de parceiros, incluindo organizações da sociedade civil, universidades, centros de pesquisa, estabelecimentos de ensino e capacitação.
9.2.3 Produção de conhecimento • Aprimorar os sistemas de informação com relação às questões específicas de vulnerabilidade da população negra. • Articular as capacidades institucionais dos diferentes atores envolvidos para promover pesquisa, educação e comunicação no combate ao racismo e outras formas de discriminação e sua interface com o HIV/Aids.
9.2.4 Capacitação e Comunicação • Disseminar boas práticas de superação do racismo, intolerância e discriminação, incluindo a discriminação contra portadores de HIV/Aids;
9.3 Principais ações já desenvolvidas: • Lançamento de duas chamadas de pesquisa sobre temas específicos da população negra. • Programa Afroatitude: bolsas de iniciação científica para alunos cotistas de 11 universidades brasileiras que mantém programas de ações afirmativas para negros (50 alunos de cada instituição). Instituições participantes: Universidade de Brasília (UnB) Universidade Estadual de Londrina (UEL) Universidade Federal do Paraná (UFPR) Universidade Estadual da Bahia (UNEB) Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) Universidade Federal da Bahia (UFBA) Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) Universidade de Montes Claros (UNIMONTES)
10. Sobre as fontes
Atlas Racial Brasileiro (www.pnud.org.br) – Banco de dados eletrônico desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (CEDEPLAR) da Universidade Federal de Minas Gerais. Reúne mais de 100 séries históricas de indicadores sociais desagregados por raça/cor. Os indicadores estão divididos em sete blocos temáticos: Demografia, Saúde (condições de acesso a serviços), Saúde reprodutiva, Família e domicílio, Educação, Trabalho e renda, Cobertura trabalhista e previdenciária. Foram elaborados com base em Censos Demográficos e pesquisas do IBGE, da Macro International Inc. e da BEMFAM.
PCAP-BR/2004 – Pesquisa que integra projeto interinstitucional desenvolvido pelo Programa Nacional de DST/Aids, Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Centers for Disease Control and Prevention (CDC). O inquérito populacional foi realizado no ano de 2004, coletando informações sobre conhecimentos relacionados à transmissão do HIV, sobre as práticas sexuais, bem como sobre uso de drogas ilícitas da população brasileira de 15 a 54 anos. A amostra foi composta por 6.000 domicílios de todas as regiões do país.
Impotência sexual A impotência é causada por uma série de disfunções de ordens física e psicológica. Este problema pode ser dividido entre orgânico (quando se relaciona com um órgão ou com um sistema do corpo) ou psicológico. A maioria dos casos, no entanto, está relacionada aos dois fatores. Problemas de ereção geralmente trazem reações emocionais e psicológicas fortes nos homens. Ela costuma aparecer em homens que estejam extremamente ansiosos e estressados. Por isso, é preciso reconhecer este estado de estresse para evitar complicações sexuais. E saiba que:
Quase toda doença pode afetar a capacidade de ereção se tiver como resultado alterações nos nervos, nos vasos sanguíneos ou no sistema hormonal. Muitas moléstias também podem produzir mudanças no tecido muscular que forma o pênis ou então influenciar o humor e o comportamento dos homens
Doenças vasculares são responsáveis por nada menos do que quase 50% dos casos de impotência em homens com mais de 50 anos. Dentre estas doenças temos a arteriosclerose (gordura depositada na parede das artérias que dificulta o
fluxo de sangue); ataques do coração, doença vascular periférica e pressão alta. O fumo também é considerado um fato de risco relevante para a disfunção erétil, uma vez que está associada a problemas vasculares que podem reduzir a quantidade de sangue que flui pelo pênis Trauma nos nervos e vasos sanguíneos da região pélvica é outro potencial fator de risco Medicamentos utilizados para tratar outros problemas médicos podem causar impotência Algumas doenças também estão associadas à disfunção erétil. São elas diabetes; escleroderma; problemas renais; cirrose; câncer; epilepsia; derrame; esclerose múltipla; síndrome de Guillain-Barré; Mal de Alzheimer; Mal de Parkinson; hipertireoidismo; hipotireoidismo; hipogonadismo; doença de Peyronie; priapismo; depressão; desnutrição; falta de zinco; anemia de célula; leucemia.
Diabetes e impotência Para entender como o diabetes pode levar à impotência, primeiro você precisa entender como funciona o processo de ereção.
Anatomia da ereção Na cavidade do pênis existem dois compartimentos (câmaras) localizados lado a lado feitos de tecido esponjoso e chamados de corpo cavernoso. São os principais responsáveis pela ereção. Logo abaixo deles existe outro compartimento chamado de corpo esponjoso. A uretra, que carrega sêmen e urina, atravessa o centro deste local. O corpo cavernoso é feito de pequenas artérias e veias, fibras musculares e espaços vazios. Este compartimento é envolto por um fino tecido. Quando o pênis fica ereto, sinais nervosos do cérebro e das terminações nervosas do pênis fazem com que os músculos dos compartimentos relaxem e as artérias se dilatem. Isto permite que o sangue corra para dentro dos espaços vazios que existem no interior do pênis.
A pressão do sangue faz com que o tecido que reveste os corpos pressione as veias que normalmente drenam o sangue para fora do pênis. Isso faz com que o sangue fique preso no órgão. Quando o acúmulo de sangue, o pênis se expande e o homem tem uma ereção. Quando a excitação passa, os músculos se contraem novamente, retiram a pressão causada pelas veias e permite que o sangue flua do pênis para outras partes do corpo. Aí o órgão volta a seu estado de relaxamento e fica flácido.
Diabetes: agravante para a disfunção erétil Muitos dos problemas comuns relacionadas do diabetes podem levar à impotência. Por isso, estudos mostram que entre 35% e 75% dos diabéticos sofrem com algum grau de disfunção erétil. Se você tem dificuldade de conseguir uma ereção, uma série de problemas deve estar ocorrendo no seu corpo. Óxido nítrico é uma substância química liberada no sangue pelos vasos sanguíneos. Ele age como uma mensagem química e faz com que os músculos e artérias do pênis relaxem e deixem o sangue fluir.
Altos níveis de açúcar no sangue, que precisam ser controlados caso você tenha diabetes, comprometem o funcionamento de vasos e nervos e atrapalham o funcionamento de uma série de processos do corpo humano. Um deles é a resposta sexual a estímulos externos. Lesões nos vasos sanguíneos bloqueiam a liberação de óxido nítrico. A falta desta substância resulta na constrição dos vasos e reduz a quantidade de sangue que flui para o pênis.
Além do diabetes, a pressão alta e níveis elevados de colesterol no sangue também ampliam estes problemas, já que reduzem os vasos sanguíneos e comprometem a circulação do sangue. Ainda que o diabetes possa atrapalhar sua vida sexual, é possível reverter esta situação. Um estilo de vida mais saudável, com dieta, exercícios e medicação, se necessária, ajudam a controlar o diabetes e, consequentemente, reduzem a chance de problemas com impotência.
Pressão alta e impotência Para tratar a disfunção erétil primeiro você precisa controlar sua pressão sanguínea. Algumas pessoas conseguem fazer isso por meio de mudanças no estilo de vida, já outras precisam da ajuda de medicamentos para baixar a pressão. Para muitos homens, entretanto, os remédios atualmente utilizados para o tratamento da pressão alta podem causar problemas de ereção.
Por causa de efeitos colaterais como este, cerca de 70% dos homens com problema de pressão alta deixam de tomar os medicamentos prescritos por seus médicos. Sabe-se que diuréticos e bloqueadores de beta pode levar à impotência. E quase sempre estas são as primeiras medicações que os médicos prescrevem para pacientes com pressão alta que não conseguem reduzir a pressão por meio apenas de dieta e exercícios físicos.
O que fazer caso seu remédio leve à disfunção erétil Fale o mais cedo possível com seu médico, explique os problemas que a medicação tem trazido a você. Se o problema for o remédio e não apenas a pressão alta, a mudança para outro medicamento deverá resolver o problema. Mas como pressão alta sozinha já pode levar à impotência, pode ser que o problema persista. Uma saída, se seu médico permitir, é tomar remédios específicos para a disfunção erétil como Viagra e Levitra. Eles só poderão ser tomados se a pressão alta estiver sob controle.
Guia do ciclo de resposta sexual São as seqüências de mudanças físicas e emocionais que acontecem quando uma pessoa é estimulada sexualmente, seja por meio do ato sexual ou da masturbação. É importante conhecer como seu corpo reage em cada parte deste ciclo, pois assim você poderá incrementar seu relacionamento e também ficará alerta para qualquer sensação incomum que possa ser resultado de um problema sexual.
Quais são as fases deste ciclo? São três as fases: excitação, orgasmo e relaxamento. Tanto homem quanto mulheres experimentam as frases, mesmo que em tempos diferentes. Por exemplo, não é muito comum que parceiros consigam atingir o orgasmo ao mesmo tempo. Além disso, a intensidade da resposta sexual e o tempo dedicado a cada fase variam de pessoa para pessoa. Conhecer estas diferenças ajuda os parceiros a entenderem melhor as respostas do corpo um do outro e a melhorarem o desempenho sexual.
Fase 1: Excitação As sensações desta fase podem durar minutos ou até horas. São elas: Aumento da tensão muscular cresce Acelração dos batimentos cardíacos e da respiração A pele pode ficar avermelhada Os mamilos ficam endurecidos O sangue flui para as partes genitais. Na mulher, o resultado é o inchaço do clitóris e dos pequenos lábios, enquanto que nos homens é a ereção Começa a lubrificação vaginal Os seios e as paredes vaginais incham Os testículos dos homens também aumentam de tamanho
Fase 2: Orgasmo É a fase do clímax do ciclo de resposta sexual. É curta e geralmente não dura mais do que alguns segundos. As características gerais desta fase são: Contrações involuntárias Aumento da pressão sanguínea, dos batimentos cardíacos e da intensidade da respiração Ocorre uma repentina liberação da tensão sexual e uma forte sensação de prazer Nas mulheres, os músculos da vagina se contraem. O útero também realiza contrações ritmadas Nos homens, ocorrem contrações ritmadas dos músculos da base do pênis que resultam na ejaculação de sêmen
Fase 3: Relaxamento Durante esta fase, o corpo retorna aos poucos a seu estado normal de funcionamento. Os órgãos que antes estavam inchados e eretos voltam a seus tamanhos e formas anteriores. Esta fase é marcada por uma sensação de bem estar generalizada, aumento da intimidade com o parceiro e, muitas vezes, de cansaço também. Algumas mulheres são capazes de se recompor rapidamente do primeiro orgasmo e com nova estimulação sexual, atingir o que se chama de orgasmos múltiplos. Já com os homens isto não acontece. Eles precisam de um período maior para se recomporem após o orgasmo.
Doenças sexualmente transmissíveis, comumente chamadas de DSTs são aquelas que, como o próprio nome já diz, se espalham através do contato sexual. Você pode pegar uma doença deste tipo tanto pelo contato com o pênis ou a vagina de alguém contaminado, como também pelo contato com a boca e com o ânus. Algumas DSTs são bastante sérias e requerem tratamento rápido. Outras, como AIDS, não têm cura e levam à morte, mas podem ser controladas com os novos medicamentos que estão no mercado. Sabendo mais sobre estas doenças, você pode evitá-las. As principais são:
Herpes genital
HPV Hepatite B Clamídia Sífilis Gonorréia
Herpes genital É uma doença altamente infecciona que geralmente se dissemina através do ato sexual, caso a pessoa contaminada tenha algum tipo de ferida, mesmo que elas não estejam muito visíveis. Mas também pode ser transmitida pelo sexo oral e anal. Uma mãe contaminada também pode transmitir a doença a seu bebê no momento do parto.
Qual a causa? A causa é, quase sempre, a presença do vírus herpes simplex 2, mas em alguns casos o tipo 1 também pode causar a doença. Pode ser espalhado até mesmo por pessoas que não tenham qualquer ferida nas áreas genitais e nem desconfiem que têm a doença.
Como saber se tenho a doença? A maioria das pessoas infectadas por herpes genital tem poucos ou nenhum sintomas. O primeiro ataque do vírus tem os seguintes efeitos: A pele dos órgãos sexuais ou de áreas próximas a eles fica inflamada. Pode dar a sensação de queimação, provocar coceira e dor. Feridas em forma de bolhas aparecem nos órgãos sexuais As feridas se abrem e depois cicatrizam
Os sintomas podem incluir: Glândulas inchadas Febre Dor de cabeça Ardor ao urinar Dores musculares
O primeiro episódio ou surto desta doença pode durar várias semanas. Depois desta fase, o vírus se retira para o sistema nervoso e permanece inativo até que algo o estimule novamente. Os surtos de herpes costumam acontecer quando o organismo está mais debilitado, no caso de doenças, ou quando a pessoa está mais cansada e estressada, o que faz com que sua imunidade fique mais baixa. O poder de reação a doenças fica menor.
Qual a freqüência destes episódios? A freqüência dos surtos varia de pessoa para pessoa. Em média, pessoas com herpes costumam passar por quatro episódios da doença a cada ano. O primeiro costuma ser o mais dolorido e leva mais tempo para ser curado. A dor e o tempo de cura se reduzem a cada surto.
O que estimula os surtos? Estresse Doenças em geral Cirurgias Sexo vigoroso (em que podem ocorrer lesões e feridas) Menstruação
Como diagnosticar a herpes genital? Se você estiver passando por um surto, um exame visual pode ser o suficiente. Ainda assim, recomenda-se retirar uma amostra das feridas para análise laboratorial. O vírus do herpes, no entanto, é muito difícil de ser identificado nos intervalos entre os surtos. Exames de sangue podem ajudar na identificação do vírus, ainda que não sejam totalmente confiáveis e que sejam difíceis de interpretar.
Como é o tratamento? Não há cura para esta doença. Mas os remédios fazem com que as feridas sejam curadas rapidamente.
Como evitar a doença? Não tenha relações sexuais com alguém que tenha feridas abertas pelo corpo Use sempre camisinha Limite o número de parceiros sexuais
Papiloma Vírus Humano (HPV) /Verrugas genitais Verrugas são causadas por vírus e podem aparecer em qualquer local do corpo. Aquelas que aparecem na área genital são causadas pelo papiloma vírus humano, o HPV, que, por sua vez, é facilmente transmitido pelo contato sexual. As verrugas costumam aparecer entre um em três meses após a infecção pelo vírus. Algumas pessoas são infectadas pelo vírus e nunca desenvolvem verrugas. Mesmo assim, podem infectar outras pessoas.
Como são as verrugas genitais? São pequenas bolhas cor de rosa ou vermelhas que crescem nos órgãos genitais e nas áreas ao seu redor. Elas se parecem com pequenos pedaços de couve-flor, podem ser muito pequenas e difíceis de enxergar. Geralmente aparecem em conjuntos de três ou quatro, crescem e se espalham rapidamente. Não costumam ser doloridas, mas pode sangrar e causar muita coceira.
Como saber se tenho HPV? Assim como muitas outras doenças sexualmente transmissíveis, nem sempre o HPV apresenta sintomas visíveis. Nas mulheres, as verrugas podem aparecer tanto fora quanto dentro da vagina, no colo do útero e também em volta do ânus. Nos homens, elas podem ser vistas na extremidade do pênis, no corpo, no saco escrotal e também em volta do ânus. A herpes genital também pode se desenvolver na boca e na garganta de pessoas que tenham feito sexo oral com alguém infectado.
Quais os testes que detectam a presença de HPV? Exame das protuberâncias para checar se elas se parecem com verrugas genitais Aplicação de uma solução levemente ácida (parecida com vinagre) para ressaltar as protuberâncias menos visíveis Exame completo da área pélvica e exame de papanicolau Biópsia do tecido do colo do útero para ser certeza de que não há células que contaminadas pelas verrugas do HPV possam levar ao câncer de colo do útero Exame específico para detectar o HPV (coletado da mesma maneira que o papanicolau)
Como é o tratamento? Nenhum tratamento é capaz de matar ou eliminar o vírus que causa as verrugas. Seu médico pode removê-las por meio de uma terapia a lazer ou então com substâncias químicas. Alguns remédios podem ser usados em casa. Uma cirurgia pode ser necessária se as verrugas ficarem muito grandes e difíceis de tratar.
O que acontece se eu não tratá-las? Mesmo com tratamento adequado, o HPV aumenta as chances de desenvolvimento de câncer no colo do útero e também de câncer no pênis, no caso dos homens. Mas nem todos os tipos de HPV estão associados ao aparecimento de câncer. Os vírus dos tipos 6 e 11 são responsáveis por 90% das verrugas genitais em homens e mulheres. Já os tipos 16 e 18 estão associados a 70% dos casos de câncer do colo do útero.
Como me prevenir? A melhor forma de prevenção é não fazer sexo com uma pessoa infectada pelo HPV. O uso de camisinha em toda a relação sexual também é essencial. Atualmente, já está disponível no Brasil uma vacina contra o HPV. Ela protege contra infecções pelos vírus do tipo 6, 11, 16 e 18. Nos estudos, a vacina mostrou eficácia de 100% para verrugas genitais. Para a infecção contra o HPV a eficácia foi de 90%.
Clamídia Uma das doenças sexuais mais comuns, é transmitida por uma bactéria chamada chlamydia trachomati. Esta infecção se espalha facilmente porque quase sempre não traz sintomas e as pessoas infectadas continuam a fazer sexo sem camisinha. Cerca de 75% das mulheres e 50% dos homens infectados não apresentam sintomas.
Como saber se tenho esta doença? Não é fácil saber se você esta infectado, já que na maioria dos casos os sintomas não são aparentes. Quando eles ocorrem, no entanto, costumam aparecer depois de uma a três semanas do contágio e incluem:
Nas mulheres: Secreção vaginal anormal que pode ter um odor forte Sangramento no intervalo das menstruações Cólicas muito fortes nas menstruações Dor durante a relação sexual Dores abdominais e febre Coceira ou queimação dentro e ao redor da vagina Ardor ao urinar
Nos homens: Presença de secreção turva na ponta do pênis Ardor ao urinar Queimação e coceira no pênis Dor e inchaço nos testículos
Como diagnosticar a doença? Existem diferentes tipos de exames para checar se você está ou não com clamídia. O mais comum é a análise de uma amostra de urina para os homens e do colo do útero nas mulheres. Um laboratório especializado é capaz de checar a presença ou não da bactéria.
Como é o tratamento? É feito com antibióticos, que devem reverter o quadro infeccioso em um tempo entre uma e duas semanas. É importante tomar a quantidade exata receitada pelo médico para evitar possíveis recaídas. Se a infecção for muito aguda, pode ser necessária a internação para que medicação intravenosa seja ministrada. Após o tratamento, é preciso refazer os testes para ter certeza da cura.
O que pode acontecer se eu não me tratar? Nas mulheres: se não for tratada adequadamente, pode causar doença inflamatória pélvica que pode levar a danos significativos nas trompas de falópio e à infertilidade. A falta de tratamento também pode causar gravidez ectópica, aquela na qual o embrião se desenvolve fora do útero. Além disso, ela aumenta as chances de parto prematuro e a infecção pode ser transmitida ao bebê e causar infecções nos olhos, cegueira ou pneumonia no recém nascido. Nos homens: pode levar a infecção na uretra, no epidídimo e na próstata.
Como posso me prevenir? Use sempre camisinha Limite o número de parceiros Se você acha que está infectado, evite contato sexual e procure um médico Se seu parceiro está infectado, evite o contato o sexual Qualquer sintoma de secreção diferente, queimação ao urinar ou feridas e manchas incomuns é um sinal para evitar o sexo e procurar um médico imediatamente.
Como a clamídia é uma doença silenciosa e ocorre sem mostrar muitos sintomas, você pode infectar seu parceiro por não saber que está doente. E o mesmo também pode acontecer com você: ser infectado por não saber que seu parceiro está com a doença. Por isso, muitos médicos que exames para identificar clamídia e outras doenças sexualmente transmissíveis sejam feitos com regularidade, mesmo se não há sintomas.
Sífilis Sífilis é uma doença altamente contagiosa, transmitida pela bactéria treponema pallidum e espalhada principalmente pelo ato sexual, inclusive por sexo oral e anal. Em raras vezes, a doença pode ser transmitida por um beijo mais prolongado ou por contato corporal bem próximo à pessoa infectada. Mulheres grávidas também podem passar a doença a seus bebês. A doença, no entanto, não é transmitida pelo uso de banheiros, piscinas, banheiras, roupas e outros utensílios pessoais.
O que eu faço se tiver sífilis? Tudo vai depender do estágio da doença: Sífilis primária: pessoas com essa doença desenvolvem uma úlcera na região genital ou próximas da boca. As feridas lembram grandes mordidas de insetos, geralmente são duras e muito doloridas e aparecem em um período entre dez e 90 dias após a infecção pela bactéria. Mesmo sem tratamento, o comum é que estas úlceras estejam curadas após seis semanas e não deixem marcas Sífilis secundária: dura de um a dois meses e pode ter início entre seis semanas até seis meses após a exposição como agente transmissor. Os doentes ficam com pequenas manchas róseas nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Pode ocorrer perda de peso, febre e inchaço dos gânglios linfáticos Sífilis latente: estado no qual doença permanece adormecida (inativa), sem causar sintomas Sífilis terciária: se não tratada, a infecção pode progredir para um estágio caracterizado por complicações no coração, cérebro e nervos que pode resultar em paralisia, cegueira, demência, impotência, surdez e, eventualmente, pode levar à morte se não tratada a tempo
Como a doença é diagnosticada? Sífilis pode ser facilmente diagnosticada com um rápido teste de sangue.
Como é o tratamento? Se você foi infectado pela doença a menos de um ano, uma única dose de penicilina é suficiente para acabar com a infecção. Para aqueles que são alérgicos à penicilina, recomenda-se tetraciclina. Se a doença estiver em estágio mais avançado, serão necessárias mais doses de medicação.
Sífilis pode afetar a mulher grávida e seu bebê? Se a grávida tiver sido infectada pela doença há muito tempo, há grandes chances de o bebê nascer morto ou então de ela dar à luz a um bebê e ele falecer pouco tempo depois. O bebê pode também não apresentar sintomas ao nascer e desenvolver a doença em poucas semanas.
Como evitar a doença? Evite contato íntimo com pessoas infectadas Use camisinha
Gonorréia É uma doença que é transmitida principalmente pelo contato sexual com uma pessoa infectada. Pode, também, ser transmitida pelo contato com fluidos corporais, o que significa que grávidas pode passar a doença a seus bebês. Tanto homens quanto mulheres podem desenvolver esta doença.
O que causa gonorréia? Ela é causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, que cresce e se multiplica facilmente no muco das membranas do corpo. Esta bactéria tem como ambiente propício para seu crescimento locais quentes, como os dos órgãos genitais. Nas mulheres, os locais preferidos são colo do útero, útero e trompas de falópio. Nos homens, costuma se desenvolver na uretra. Boca, garganta e ânus também são locais de risco, tanto em homens quanto em mulheres.
Como saber se tenho gonorréia? Nem todas as pessoas infectadas por gonorréia apresentam sintomas, o que significa que pode ser pouco difícil diagnosticá-la e buscar tratamento. Nos casos em que há sintomas, eles geralmente aparecem em um intervalo de dois a dez dias após exposição à bactéria, mas podem demorar até um mês para se manifestarem. São eles:
Nas mulheres: Dor na parte de baixo do abdome ou na região pélvica Secreção vaginal esverdeada ou esbranquiçada Ardor ao urinar Conjuntivite Sangramento no intervalo das menstruações Sangramento após a relação sexual Inchaço da vulva Queimação na garganta (está relacionada ao sexo oral) Inchaço dos gânglios da garganta (também relacionado ao sexo oral)
Nos homens: Presença de secreção esverdeada ou esbranquiçada no pênis Ardor ao urinar Queimação na garganta (está relacionada ao sexo oral) Inchaço e dor nos testículos Inchaço dos gânglios da garganta (também relacionado ao sexo oral)
Como diagnosticar a gonorréia? Com um cotonete, o médico retira uma amostra de fluído da uretra, nos homens, e do colo do útero, nas mulheres, e a encaminhará a um laboratório.
Esta doença tem cura? Sim, ela pode ser tratada e curada.
Como é o tratamento? Seu médico prescreverá antibióticos injetáveis ou orais. Seu parceiro também precisará de tratamento. É preciso tomar a quantidade de antibióticos indicada pelo médico. Mesmo que você esteja se sentindo bem, não interrompa o tratamento. Além disso, comunique a todas as pessoas com quem você fez sexo recentemente sobre a infecção. Como a gonorréia quase sempre não apresenta sintomas, isto é importante para que a pessoa busque ajuda o mais cedo possível. Não volte a fazer sexo antes do fim do tratamento e use sempre camisinha.
O que acontece se eu não me tratar? Nas mulheres, se não tratada, a gonorréia pode levar à doença inflamatória pélvica, que danifica as trompas de falópio (os tubos que conectam os ovários ao útero), e causar infertilidade. A presença da gonorréia também aumenta as chances de gravidez ectópica (quando o bebê se desenvolve fora do útero), uma situação muito perigosa para a mãe e para o bebê. Nos homens, a gonorréia pode causar inflamação no epidídimo uma dor muito forte nos testículos que pode levar à infertilidade se não tratada. Tanto no homem quanto na mulher a gonorréia pode atacar o sangue e os ossos e levar à morte. Além disso, pessoas com gonorréia são mais suscetíveis ao vírus da AIDS.
Gonorréia pode afetar a mulher grávida e seu bebê? Sim. Esta doença pode fazer com que o bebê nasça prematuro ou que a mulher tenha um aborto espontâneo. A mãe contaminada pode transmitir gonorréia para o bebê no momento do parto, quando ele passar pelo canal vaginal. Se infectado pela doença, o bebê pode ficar cego ou apresentar uma infecção séria na corrente sanguínea. Quanto mais cedo a doença for tratada, maiores são as chances de evitar que o bebê se contamine.
Como evitar a doença? Use preservativos em todas as relações sexuais Limite o número de parceiros sexuais Se você desconfia que está infectado, evite contato sexual e procure o médico o mais rápido possível
Controle de natalidade Hoje existem diversos métodos para se evitar a gravidez. O ideal é que você, tanto homem quanto mulher, converse com seu parceiro sobre eles e, junto com seu médico, escolha qual deles é o melhor para o seu corpo e o que combina mais com seu estilo de vida e com suas necessidades. Os métodos de contracepção podem ser:
Métodos hormonais: inclui o uso de pílulas, injeções, adesivos de pele, implantes e o anel vaginal. Dispositivos intra-uterinos Métodos de barreira Método natural de planejamento familiar: é a famosa tabelinha Esterilização permanente: vasectomia para os homens e ligadura das trompas para as mulheres
Métodos hormonais
Pílulas: podem ser compradas na farmácia. Cada pacote costuma ter 21 pílulas que deverão ser tomadas ao longo de três dias sempre no mesmo horário. Ao longo da quarta semana ocorrerá a menstruação. Também já estão no mercado as chamadas pílulas de baixa dosagem, as quais devem ser tomadas durante 24 e não 21 dias e a menstruação ocorre a partir do 24ª dia.
Pílula do dia seguinte: é um anticoncepcional de emergência que deve ser tomado até 72 horas após a relação sexual sem proteção. Pode ser comprado em farmácias sem a necessidade de receita médica, mas jamais deve ser usado como método freqüente de contracepção.
Adesivos: devem ser colados na pele para que possam liberar estrógeno e progesterona para dentro do corpo ao longo de sete dias. Durante o período de quatro semanas, é preciso usar um adesivo para cada semana, num total de três semanas. Na última semana, você não deverá colocar nenhum adesivo, pois é o período reservado para a menstruação. O adesivo pode ser colocado na parte de baixo do abdome, próximo as nádegas ou na parte de cima do braço.
Anel vaginal: é colocado na vagina por um período de três semanas. No primeiro dia da quarta semana o anel deve ser removido e a menstruação virá. A posição exata do anel não é essencial para o seu bom funcionamento. Você deve introduzi-lo com seu dedo até o fundo da vagina. Caso ele seja expulso, por exemplo, durante o ato sexual, você deverá lavá-lo em água quente e recolocá-lo num intervalo não superior a duas horas. A eficácia destes métodos é de 99%.
Dispositivos intra-uterinos O dispositivo intra-uterino é uma pequena peça de plástico recoberta de cobre em forma de T que deve ser inserido dentro do útero para evitar a gravidez. Os sais de cobre são liberados pelas hastes do aparelho e são capazes de matar os espermatozóides, impedindo que eles subam pelas trompas e cheguem aos ovários. Ele é indicado para mulheres que já tiveram filhos e é tão eficaz quanto os métodos hormonais (99%). Você precisará ir ao ginecologista para a colocação deste dispositivo. O tempo de vida útil dos DIUs varia de cinco a dez anos.
Métodos de barreira Estes métodos evitam que o esperma entre no útero da mulher e atinja o óvulo. Em geral, são menos eficazes do que os demais métodos, mas, em compensação, também apresentam menos efeitos colaterais.
Camisinha masculina: é uma espécie de tubo de plástico muito fino e flexível feito de látex fechado ao final. A camisinha deve ser colocada no pênis antes do início da relação sexual. Ela retém o esperma que ejaculado, evitando ao encontro do espermatozóide com o óvulo. Camisinha feminina: também é um tubo feito de poliuretano (um tipo de plástico) fechado ao final. O anel da parte fechada da camisinha é inserido dentro da vagina, como um diafragma. O anel do outro lado da camisinha, que é a parte aberta, fica fora da vagina e é onde o parceiro encaixará o pênis. Diafragma: é pequeno anel de metal recoberto de borracha firme e flexível. Deve ser colocado dentro da vagina e retirado 12 horas após a relação sexual. Seu uso deve ser acompanhado de creme espermicida. Ele impede que o espermatozóide chegue ao útero. Sua eficácia é de 82% a 94%.
Tabelinha É um método baseado nos sinais físicos das mulheres que mostram o período da ovulação, como a presença de muco cervical e a mudanças na temperatura basal. Ficar de olho nestes sintomas pode ajudar um casal a evitar a gravidez. Mas nunca a tabelinha deve ser usada sem outro método anticoncepcional, pois sua eficácia é baixa. O ciclo menstrual pode ter alterações, o que também altera o período de ovulação e de maior fertilidade da mulher. Ela deve ser utilizada para quem quer engravidar e não para quem quer evitar a gravidez. A mulher fica mais fértil no meio do seu ciclo menstrual que geralmente dura de 28 a 30 dias. Portanto, a fertilidade máxima é entre o 12º e 15º dia, contando o primeiro dia da menstruação como o 1º.
Esterilização permanente Vasectomia: é uma cirurgia que esteriliza o homem, impedindo que ele tenha filhos. Neste procedimento, os tubos que carregam esperma dos testículos para a uretra (canais deferentes) são cortados, o que evita que espermatozóides sejam liberados no momento da ejaculação. Ou seja, o homem continua ejaculando, mas a substância é estéril. Ligadura das trompas: assim como a vasectomia, a ligadura de trompas também esteriliza de forma permanente as mulheres. Nesta cirurgia, as trompas de falópio, onde ficam os óvulos, são fechadas, o que impede a fertilização dos óvulos. As trompas de falópio podem ser cortadas ou ligadas.
As causas dos problemas sexuais são variadas e complexas, pois não estão relacionadas apenas ao físico, mas também ao psicológico das pessoas. Alguns deles são simples problemas físicos e facilmente revertidos. Outros, no entanto, podem ser mais sérios e relacionados a questões emocionais e doenças mais sérias. Há ainda problemas que resultam da cominação tanto de fatores emocionais quanto físicos. Qualquer um dos assuntos abordados em seguida pode contribuir para o aparecimento ou piora de problemas sexuais:
Problemas de relacionamento: Divergências em relação a aspectos da relação como a distribuição de
trabalho doméstico, o cuidado das crianças e assuntos financeiros podem levar a problemas sexuais Problemas emocionais: depressão, ansiedade, estresse, ressentimento e culpa podem afetar a vida sexual feminina Pouca estimulação: o pouco conhecimento tanto da mulher quando de seu parceiro sobre a importância da estimulação antes da relação sexual pode fazer com que a experiência seja bem pouco satisfatória. A pouca comunicação no relacionamento também é prejudicial, uma vez que não se sabe os desejos e anseios do outro
Problemas ginecológicos: eles podem trazer dor à relação sexual e reduzir o grau de satisfação da mulher Pouca lubrificação: em jovens mulheres, acontece principalmente pela falta de estimulação. Nas mais velhas, o nível de estrogênio se reduz e pode levar a este problema. Desequilíbrio hormonal e alguns medicamentos podem reduzir a excitação ou então fazer com que o sexo torne-se pouco confortável. Vaginismo: é um distúrbio bastante raro que pode impedir completamente a relação sexual. São espasmos dolorosos e involuntários na região vaginal. Ela pode ser causada por uma série de fatores como feridas e cicatrizes de uma cirurgia, abuso sexual, infecções ou irritações causadas por espermicidas e camisinhas. Medo também pode levar ao vaginismo. Doenças sexualmente transmissíveis: gonorréia, herpes, condiloma, clamídia e sífilis são infecções transmitidas pelo ato sexual. Elas causam mudanças na área genital como bolhas, erupções e coceiras e fazem com que o sexo fique doloroso e desconfortável. Vaginite: inflamação e infecção do tecido vaginal. Endometriose, cisto no ovário, cicatrizes pós-operatório: tudo isso pode impedir ou tornar a relação sexual mais difícil e dolorida Doença inflamatória pélvica: é uma infecção que começa na vagina e atinge órgãos do sistema reprodutor como o útero, colo do útero e os ovários.
Problemas físicos muitos problemas ou situações podem reduzir a satisfação sexual das mulheres: 1. Cansaço 2. Doenças crônicas como diabetes, doença do coração, no fígado ou nos rins 3. Câncer 4. Problemas neurológicos 5. Problemas vasculares 6. Menopausa 7. Gravidez 8. Desequilíbrios hormonais 9. Álcool em excesso 10. Consumo de drogas
Medicações: certas medicações reduzem o desejo sexual. Antidepressivos são bastante conhecidos por estes efeitos. Drogas para a pressão alta e medicamentos antipsicóticos também podem afetar a vida sexual feminina. Outros tratamentos médicos: procedimentos como radioterapia para o tratamento do câncer podem reduzir a lubrificação vaginal e deixar as membranas e pele da área genital mais sensíveis. Histórico de abuso: mulheres que sofreram abuso sexual ou outra forma de violação podem ter problemas em confiar em seus parceiros. Traumatizadas, podem sentir medo, culpa ou ressentimento em relação ao ato sexual, mesmo que seus parceiros atuais sejam carinhosos e atenciosos. Formas de encarar o sexo: muitas pessoas, seja devido ao modo com que foram educados, seja por causa de experiências anteriores ruins, não encaram o sexo como algo normal e como uma parte prazerosa de uma relação a dois. Eles podem associar sexo a sentimentos de vergonha, culpa, medo ou raiva. Problemas sexuais do parceiro: se o parceiro da mulher tem problemas como impotência ou falta de desejo, pode inibir sua satisfação.
Quando procurar ajuda médica? Nem todos os problemas sexuais requerem auxílio médico. Muitas pessoas apresentam problemas temporários, relacionados a algumas doenças, à ansiedade ou ao estresse. Se você está muito estressado com o problema sexual e teme que a relação com seu parceiro(a) esteja ameaçada, não tenha vergonha de pedir ajuda. Se o seu médico de confiança não for capaz de lhe ajudar, procure a ajuda de um psicólogo. Alguns problemas, no entanto, requerem atenção imediata: Dores na relação sexual que não eram comuns antes. Podem significar que você está com alguma infecção, por exemplo. Se você desconfia que esteja com alguma doença sexualmente transmissível ou se seu parceiro ou alguém com quem teve relação sexual está com esta desconfiança Reações anormais após o sexo, como dores de cabeça, no peito ou em qualquer outra parte do corpo
Terapia sexual e outros aconselhamentos Se você tem problemas para se relacionar sexualmente, eles podem derivar da falta de conhecimento sobre seu corpo e sobre o corpo de seu parceiro. Um terapeuta sexual ou um psicólogo pode ensinar você e seu parceiro a respeito do ciclo de resposta sexual e também falar um pouco sobre os elementos de estimulação sexual. Saber mais sobre isso ajuda casais a ficarem mais confiantes e a terem um relacionamento sexual mais prazeroso. Um psicoterapeuta ou um terapeuta sexual pode ajudar você a identificar problemas cotidianos que acabam se expressando como problemas sexuais:
Para algumas pessoas estes problemas estão bem claros e tem a ver com um passado sexual marcado por abusos, estupro ou relações sexuais traumáticas Para outros, os problemas são menos aparentes e envolvem questões emocionais não resolvidas ou insatisfação em outras áreas da vida Em ambos os casos, o terapeuta buscará redefinir a relação da pessoa com o sexo e com sua sexualidade O objetivo é fazer com que ela se livre das atitudes antigas e passe a ver o sexo como algo prazeroso e divertido Ele busca ensinar formas de relaxar e se entregar no momento da relação sexual Fará com que o paciente tente falar mais com seu parceiro, dizendo o que lhe agrada e o que não é prazeroso E ensinará como aumentar e melhorar a estimulação sexual, parte essencial para que o ato sexual flua de forma natural e prazerosa
Saúde sexual do homem Existem dois tipos primários de doenças que afetamos órgãos reprodutivos externos dos homens. Neles estão os distúrbios do pênis e dos testículos, que podem afetar a vida sexual e a fertilidade.
Por dentro do sistema reprodutivo masculino As funções dos órgãos deste sistema são: Produzir, guardar e transportar espermatozóides e sêmen Liberar espermatozóides durante o ato sexual Produzir e secretar os hormônios masculinos responsáveis pela manutenção do sistema reprodutivo Ao contrário do que acontece nas mulheres, a maior parte dos órgãos de reprodução masculinos se encontram do lado de fora do corpo. São eles:
Pênis: é o órgão utilizado na relação sexual. Ele tem três partes: a raiz, que está ligada à parede do abdome, o corpo e a cabeça (ou glande), que é a parte final do órgão. A glande é recoberta por uma pele frouxa chamada prepúcio. Algumas vezes ela é removida através de um procedimento denominado circuncisão. O pênis contém uma série de terminações nervosas. Durante o ato sexual, o pênis se enche de sangue, fica rígido e ereto, o que permite a penetração na vagina feminina. Ao final da relação, no ápice do prazer, denominado orgasmo, o pênis expele sêmen (ejacula) por um pequeno orifício existente na glande. Quando o órgão está ereto, a saída de urina é bloqueada, para permitir que apenas sêmen seja ejaculado no momento do orgasmo.
Saco escrotal: é uma bolsa de pele que fica pendurada logo atrás do pênis e armazena o par de testículos. Eles funcionam como uma zona de controle climático, uma vez que permanecem com uma temperatura entre 2ºC a 3ºC inferior à temperatura basal. Isto é necessário para a formação dos espermatozóides. Músculos especiais presentes nas paredes do saco escrotal permitem que ele se contraia ou relaxa, o que faz com que os testículos se movam. Quando ficam mais próximos do corpo, a temperatura sobe. Quando estão mais distantes, ela desce.
Testículos: são órgãos ovais do tamanho de azeitonas grandes que fica dentro do saco escrotal. A maioria dos homens tem um par deles. São responsáveis pela produção dos gametas (espermatozóides) e dos hormônios masculinos.
Já os órgãos internos do sistema reprodutivo masculino são:
Epidídimo: é um longo emaranhado de tubos que transporta e estoca espermatozóides produzidos pelos testículos. Também é função do epidídimo amadurecer os espermatozóides, já que quando são dos testículos eles não estão maduros e não são capazes de fertilizar um óvulo. A eliminação do esperma (que contém espermatozóides) ocorre durante o ato sexual ou masturbação.
Vasos deferentes: são dois tubos musculares que saem dos epidídimos e chegam até a cavidade pélvica, logo atrás da bexiga. Eles transportam espermatozóides maduros para a uretra, o tubo que carrega urina e esperma para fora do corpo.
Uretra: é um tubo que serve tanto ao sistema reprodutor quanto ao sistema urinário do homem. A uretra transporte urina da bexiga para fora do corpo (isso também vale para as mulheres) e ainda é responsável pelo transporte do sêmen que é expelido na ejaculação.
Dutos ejaculatórios: são tubos formados pela fusão dos vasos deferentes com as vesículas seminais.
Vesículas seminais: são duas glândulas em forma de saco ligadas aos vasos deferentes, perto da base da bexiga. Elas produzem um fluido nutritivo, o fluido seminal, rico em açúcar (frutose). Sua função é prover energia aos espermatozóides para que eles tenham forças para se movimentar e chegar até um óvulo feminino para fertilizá-lo. A secreção produzida pelas vesículas é lançada nos duros ejaculatórios e constitui cerca de 60% de todo o fluido eliminado pelo homem durante o ato sexual.
Próstata: é a maior glândula do sistema reprodutor masculino e tem mais ou menos o tamanho de uma noz. Ela fica abaixo da bexiga urinária. Produz uma secreção que também compõe o fluido que é eliminado durante a ejaculação. Esta secreção é alcalina e neutraliza a acidez da urina acumulada na uretra e também é acidez natural da vagina.
Glândulas Bulbouretrais: também chamadas de glândulas de Cowper, ficam abaixo da bexiga, e durante a excitação sexual liberam um líquido que serve para lubrificar a uretra e também ajuda a neutralizar a acidez da urina
O que é priapismo? É uma ereção involuntária, persistente e geralmente dolorida que dura mais de quatro horas. Ela não está associada à atividade sexual e nem cessa após o orgasmo. Acontece quanto o sangue flui no interior do pênis, mas não é drenado de forma adequada.
O que causa priapismo? Abuso de álcool e drogas Medicamentos como antidepressivos e reguladores da pressão arterial Problemas na medula óssea Ferimentos genitais Anestesia Injeções utilizadas para o tratamento da disfunção eréti l Doenças relacionadas ao sangue, como anemia e leucemia
Como tratar esta doença? O tratamento precisa ser feito com urgência, porque uma ereção muito prolongada pode deixar lesões no pênis e resultar em uma disfunção erétil de longo prazo se não tratada. O objetivo principal do tratamento é fazer com que a ereção cesse. Na maioria dos casos, ele inclui a drenagem do sangue que está concentrado no pênis por meio de uma agulha injetada no órgão. Medicações também ajudam a reduzir o tamanho dos vasos sanguíneos, o que reduz o fluxo de sangue para o pênis. Em alguns casos raros, o médico pode recomendar uma intervenção cirúrgica para evitar o comprometimento do órgão.
Doença de Peyronie É uma doença que caracteriza-se pelo aparecimento de placas ou manchas endurecidas no pênis. O mais comum é que a placa apareça na parte de cima do órgão ou na lateral. A mancha geralmente tem início como uma irritação e inchaço e depois vira uma placa dura, como uma cicatriz. Isto reduz a elasticidade do pênis na área afetada pela doença.
A doença de Peryronie pode ocorrer de uma forma branda que é curada sem tratamento durante um período de seis a 18 meses. Nestes casos, o problema não progride para a fase de inflamação. Nos casos mais graves, a doença pode ficar permanente. As placas duras que aparecem no pênis diminuem sua flexibilidade, causando dor e fazendo com que o pênis se curve, o que dificulta e pode até impedir a relação sexual.
O que causa a Doença de Peyronie? A causa exata desta doença ainda é desconhecida. Nas pessoas onde a doença se desenvolve de forma rápida, dura pouco tempo e vai embora sem a necessidade de tratamento, é comum que a causa seja algum tipo de trauma ou batida que provoca sangramento interno no pênis. No entanto, nas pessoas em que a doença avança vagarosamente, o problema pode ser tão sério que uma cirurgia chega a ser necessárias. Não se sabe quais seriam as causas destes casos. Outras possíveis explicações para o aparecimento da doença são:
Vasculite: é uma inflamação do vaso sanguíneo. Desordens no tecido conjuntivo: cerca de 30% dos homens que têm esta doença também desenvolve problemas que afetam o tecido conjuntivo em outras partes do corpo como mãos e pés. Eles ficam enrijecidos e com menos flexibilidade. Tecidos conjuntivos cartilagem, pele e ossos são aqueles que dão suporte a outros tecidos do corpo. Hereditariedade: alguns estudos mostram que homens que tenham parentes com esta doença apresentam uma grande chance de desenvolvê-la também.
Como tratar esta doença? O tratamento pode ser cirúgico ou não-cirúgico, depende da gravidade da doença. Como quase sempre a placa rígida de tecido diminui ou desaparece sem tratamento, a maioria dos médicos sugere que o paciente espere entre um e dois anos para só depois pensar em realizar uma cirurgia de retirada das placas. Quando necessária, a cirurgia é bem sucedida na maior parte dos casos. No entanto, como a doença de Peyronie também está associada a outras complicações, como o encurtamento do pênis, a maior parte dos médicos só opta pela intervenção cirúrgica nos casos em que a rigidez causa uma curvatura tão grande no pênis que impossibilita o ato sexual.
Existem dois tipos de cirurgia utilizados no tratamento desta doença. Um método consiste em remover a placa e depois colocar em seu lugar um pedaço de pele de outro local do corpo ou então um material artificial (implante de pele). Este método pode causar problemas na ereção, diminuindo o poder de rigidez do pênis. Na outra técnica, o cirurgião remove a pequenos pedaços de tecido do lado do pênis oposto ao que está a placa, o que neutraliza a curvatura. Já este método causa o encurtamento do órgão.
O tratamento não-cirúrgico envolve medicações injetáveis aplicadas diretamente na placa na tentativa de suavizar e tirar a rigidez do tecido, diminuindo a dor e corrigindo a curvatura peniana. Pílulas de vitamina E também são recomendadas. Menos invasivo, o tratamento com laser também pode ser utilizado.
Balanite Balanite é uma inflamação na cabeça do pênis. Os sintomas incluem vermelhidão ou inchaço, coceira, dor e secreção mal cheirosa.
O que causa esta doença? A balanite ocorre principalmente em homens e garotos que não foram circuncidados (não tiveram o prepúcio removido por meio de cirurgia) e que não têm muita higiene. A inflamação ocorre se a pele sensível que fica abaixo do prepúcio não é limpa com regularidade, permitindo que suor, restos de sujeira, pele morta e bactérias fiquem acumuladas e causam irritação. Um prepúcio apertado também pode dificultar a limpeza desta área.
Outras causas da balanite são: Dermatite/alergias: dermatite á uma inflamação da pele, geralmente causada pelo contato com alguma substância irritante. A sensibilidade a algumas substâncias contidas com sabonetes, detergentes, perfumes e espermicidas, pode causar uma reação alérgica, inclusive com coceira e erupções. Infecções: infecções causadas pela cândida albicans podem resultar em coceira, vermelhidão e bolhas. Algumas doenças sexualmente transmissíveis como gonorréia, herpes e sífilis também podem causar os sintomas da balanite.
Homens diabéticos também têm um risco grande de desenvolver balanite, uma vez que a urina com grande quantidade de açúcar fica presa embaixo do prepúcio e serve de alimento para bactérias.
Como tratar esta doença? O tratamento para a balanite depende da causa da doença. Se for uma infecção, o tratamento incluirá o uso de antibióticos apropriados e de antifungicidas. Se a inflamação se tornar persistente e aguda, o médico pode recomendar a circuncisão. Manter a higiene do pênis é essencial para evitar o aparecimento da doença. Os homens devem retrair a pele da cabeça do órgão diariamente para limpar o local e secá-lo bem. Prefira sabonetes neutros para evitar reações alérgicas.
Fimose Fimose é o estreitamento do prepúcio de forma que a pele não pode ser puxada para mostrar a cabeça do pênis.
O que causa a fimose? A criança pode nascer com este estreitamento. Em alguns casos, no entanto, a fimose pode acontecer devido a uma infecção ou a uma cicatriz do tecido do pênis, resultado de algum tipo de machucado ou de inflamação crônica. A balanite também pode causar fimose, uma vez que ela endurece e aperta a pele do pênis. Em casos em que a fimose impede o ato de urinar, é necessário atendimento médico urgente.
Como tratar esta doença? Em casos mais brandos, recomenda-se que o homem faça movimentos suaves para desenrolar e esticar o prepúcio durante algum tempo. A quantidade excessiva de pele também pode ser reduzida por meio de medicações aplicadas no pênis. A circuncisão, que é a cirurgia para a retirada do prepúcio, também é bastante utilizada.
Parafimose Parafimose acontece quando a pele do prepúcio, uma vez retraída, não volta a seu lugar original. Pode causar complicações sérias se não tratada.
O que causa parafimose? Ela pode acontecer depois da ereção ou do ato sexual, resultado de um machucado na cabeça do pênis. Se a pele ficar esticada e não retornar ao local normal de repouso, pode causar dor, inchaço e impedir que o sangue circule dentro do sangue. Em casos extremos a falta de sangue pode levar à gangrena do órgão e a amputação pode ser necessária.
Como tratar esta doença? O tratamento visa reduzir o inchaço na glande e no prepúcio. Compressa com gelo pode ajudar, assim como uma leve pressão na glande para forçar o fluxo de sangue. Se estas medidas não derem resultado podes ser necessários medicamentos injetáveis para ajudar o pênis a drenar o sangue. Em casos mais graves, recomenda-se a circuncisão ou outra cirurgia que realiza pequenos cortes no prepúcio para que ele fique mais solto, menos apertado.
Câncer de pênis É uma forma cara de câncer que ocorre quanto células anormais deste órgão se dividem e crescem de maneira descontrolada. Em alguns casos, ele pode ser resultado de tumores benignos que progridem e tornam-se câncer.
O que causa o câncer de pênis? A causa exata ainda é desconhecida, mas existem certos fatores de risco para esta doença, ou seja, fatores que aumentam a chance de a pessoa desenvolver o câncer. São eles: Não ser circuncisado Ter HPV (Vírus do papiloma humano) Fumar Ter fimose Ter mais de 68 anos
Quais os sintomas? Dores no pênis e sangramento.
Como tratar? O tratamento mais comum é a cirurgia para retirada da parte afetada pelo câncer. Radioterapia e quimioterapia, associados a remédios, também são opções de tratamento.
Infertilidade feminina Infertilidade é a incapacidade de engravidar após um período de cerca de um ano de relações sexuais sem qualquer tipo de proteção, seja pílula, DIU ou métodos de barreira como a camisinha. Tanto homens quanto mulheres podem ser inférteis.
Como a idade afeta a infertilidade? Quanto mais velhos, maiores são as chances de um casal ser infértil. Mulheres, por exemplo, nascem com um número finito de óvulos. Portanto, com o passar dos anos, o número e a qualidade dos óvulos se reduz. A chance de ter um bebê diminui entre 3% e 5% a cada ano, após os 30 anos. A redução da fertilidade fica mais evidente ainda depois dos 40 anos.
O que causa infertilidade nas mulheres? Danos nas trompas de falópio: podem impedir que os óvulos entrem em contato com os espermatozóides, pois pode dificultar a saída deles dos ovários. Doenças pélvicas, endometriose ou então algumas cirurgias nesta região podem deixar cicatrizes e danificar as trompas Causas hormonais: algumas mulheres têm problemas na ovulação. As mudanças hormonais sincronizadas que precisam ocorrer para permitir tanto que o óvulo saia do quanto o amadurecimento do endométrio para receber o óvulo fertilizado acabam não acontecendo. Estes problemas podem ser descobertos por exames de sangue que detectem o nível de hormônio na corrente sangüínea e através da medição da temperatura basal da mulher Causas uterinas: um pequeno número de mulheres pode ter uma condição especial em seu útero que impede que o espermatozóide passe pelo canal cervical. Este problema pode ser tratado por meio da inseminação intra-uterina
Como descobrir a causa da infertilidade? Nos homens, o mais comum é uma análise do sêmen, para checar a qualidade e a quantidade e a saúde dos espermatozóides (checar se eles têm mobilidade, se são capazes de se movimentar até o óvulo). Exames de sangue também são feitos para checar o nível de testosterona e de outros hormônios masculinos. Nas mulheres, se houver suspeita de infertilidade, o médico pode recomendar uma série de testes, dentre eles: Exame de sangue para checar os níveis dos hormônios Uma biópsia do endométrio para verificar a condição do revestimento uterino
A laparoscopia e a histerossalpingografia são outros dois exames que ajudam a detectar a presença de aderência pélvica e de obstrução nas trompas de falópio. Laparoscopia: neste procedimento, um laparoscópico (um fino tubo com uma câmera na ponta) é inserido no abdome a partir de uma pequena incisão. Ele permite que o médico veja o útero, os ovários, as trompas de falópio e detecte crescimentos anormais, como a endometriose Histerossalpingografia: este procedimento envolve uma série de raios-x dos órgãos reprodutores. Uma tinta corante é injetada no colo do útero e alcança as trompas de falópio. Este corante permite ver se as trompas estão abertas ou bloqueadas
Como tratar a infertilidade feminina? Laparoscopia: mulheres que tem doença tubária ou pélvica podem se submeter à cirurgia para reconstruir os órgãos reprodutores ou então tentar a concepção por meio de fertilização in vitro. Se optarem pela cirurgia, um laparoscópico é inserido por meio de um pequeno corte perto do umbigo. Ele tem a capacidade de remover tecidos de cicatrização que estejam atrapalhando a fixação do óvulo no útero, de retirar cistos e de desbloquear as trompas de falópio. Outro instrumento, o histeroscópico, também pode ser colocado no útero para remover pólipos e tumores fibrosos, tecidos de cicatrização e para desbloquear as trompas. Tratamento medicinal: quando a causa da infertilidade deriva de problemas hormonais, alguns medicamentos são recomendados e podem reverter o quadro. Seu médico indicará quais os remédios mais eficazes para o seu problema. Inseminação intra-uterina: é um dos procedimentos mais simples de reprodução humana artificial. Nele, primeiro são receitados remédios para estimular os ovários, permitindo um melhor desenvolvimento dos folículos. Cada um dos folículos contém, teoricamente, um óvulo. Quando o folículo atinge um tamanho igual ou maior do que 17 milímetros, é ministrado um remédio para estimular seu amadurecimento por completo. O terceiro passo é introduzir o espermatozóide no útero. Espera-se que as trompas uterinas captem os óvulos e os espermatozóides os fertilizem. Existe, portanto, a possibilidade de fertilização de mais de um óvulo e o nascimento de mais um bebê em uma só gravidez. Fertilização in vitro: é o procedimento onde os oócitos (primeiro estágio dos óvulos) são fertilizados em laboratório e depois inseridos no útero. A mulher deve tomar gonadotropina para estimular a multiplicação dos oócitos. Quando os exames mostram que o oócito está maduro, são coletados por meio de uma sonda. Os espermatozóides de seu parceiro também são coletados e colocados em contato com os oócitos em ambiente externo. Alguns dias depois, cerca de três embriões (oócitos fertilizados) são recolocados no útero por meio de um cateter. Embriões extras podem ser congelados e preservados caso o casal assim deseje. Doação de oócito: a doação de óocito ajuda mulheres cujo ovário não funciona como deveria. Neste procedimento, oócitos são retirados do útero da doadora e colocados com o espermatozóide do parceiro da paciente que receberá a doação para que haja a fertilização in vitro. Depois o embrião será transferido para o útero da paciente.
Doença inflamatória pélvica (DIP) É uma infecção dos órgãos reprodutivos femininos. É uma das complicações mais sérias trazidas pelas doenças sexualmente transmissíveis. A inflamação pélvica pode causar danos irreparáveis aos ovários, útero, trompas e outras partes do sistema reprodutivo. Pode também levar à infertilidade.
O que causa esta doença? Normalmente, o colo do útero impede que bactérias entrem pela vagina e se espalhem para os órgãos internos do sistema reprodutivo. Se o colo do útero for exposto a uma doença sexualmente transmissível como clamídia ou gonorréia ele fica infectado e sua capacidade de proteger os órgãos internos é reduzida. A DIP é a inflamação destas áreas.
Quais os sintomas? Dor ou maior sensibilidade no estômago ou na parte debaixo do abdome Secreções vaginais anormais de coloração amarelada ou esverdeada e com um odor incomum Menstruações irregulares e que causa muita dor Ardor ao urinar Arrepios ou febres Náusea e vômito Dores durante a relação sexual
Quais os fatores de risco? Ter uma doença sexualmente transmissível Já ter tido algum episódio de inflamação pélvica Ter muitos parceiros sexuais, o que aumenta o risco de contrair uma doença sexualmente transmissível e, conseqüentemente, de apresentar a DIP
Como diagnosticar a doença? Exame de sangue para analisar se há ou não infecção Ultra-som dos órgãos reprodutivos
Como é o tratamento? Antibióticos Cirurgia: quando a doença pélvica causa abscessos (feridas purulentas), antibióticos podem não ser mais eficazes e é preciso que eles sejam removidos por meio de cirurgia
Quais problemas esta doença pode causar? Episódios recorrentes de inflamação pélvica podem deixar marcas e cicatrizes nas trompas de falópio. Isto pode levar à infertilidade, à gravidez fora do útero ou a uma dor crônica na região da pélvis. Uma em cada oito mulheres que tem DIP apresenta problemas de infertilidade.
Masturbação Masturbação é a auto-estimulação dos órgãos genitais para atingir prazer e, como ponto máximo, o orgasmo. É normalmente feita pelo toque, massagem ou carícia do pênis (homens) e do clitóris (mulheres). Algumas pessoas, especialmente mulheres, também usam brinquedos sexuais para se masturbar, como vibradores.
Quem se masturba? Praticamente todo mundo. Masturbação é um comportamento muito comum, mesmo nas pessoas que têm uma vida sexual ativa. A masturbação costuma ser a primeira experiência sexual de muitos homens e mulheres.
Por que as pessoas se masturbam? Além de ser algo prazeroso, a masturbação é um ótimo jeito de aliviar a tensão sexual, que tende a crescer principalmente para pessoas que estão sem uma vida sexual ativa. Quando adultos apresentam algum tipo de disfunção sexual, médicos e terapeutas podem recomendar a masturbação para que a pessoa consiga atingir o prazer (problema enfrentado especialmente pelas mulheres) ou então retardá-lo (se o homem sofrer de ejaculação precoce).
É tudo igual! Esqueça a imagem frágil dos pacientes com HIV e perca o preconceito
Há 17 anos, o país inteiro lamentava uma triste perda: o cantor Cazuza, depois de um longo e público calvário, perdia a vida vítima da AIDS. A doença levou embora a bela aparência que o identificava, a rotina frenética que ele mantinha e, por conseqüência, a tranqüilidade de muitos jovens (e outros nem tanto) que mantinham rotina parecida.
Fragilidade. A palavra resume bem a condição dos pacientes que contraíam o vírus naquele tempo. Mas, de lá para cá, muita coisa mudou para melhor! e são comuns os casos de pessoas soropositivas que jamais apresentam os sinais que nos sensibilizaram na década de 1980.
O corpo fraco, os cabelos minguados, os enjôos e o dia-a-dia doente ficaram mesmo para trás e os pacientes infectados pelo HIV só não levam uma vida completamente livre de limitações caso queiram algo diferente disso.
Na opinião do médico Rogério Satóris, gerente de pesquisa na área de virologia, essa mudança se deve aos ótimos coquetéis de medicamentos disponíveis. Mas não só isso: a informação, cada vez mais disseminada, a respeito da doença também interferiu na mudança. As pessoas deixaram de acreditar que contrair o HIV é o mesmo que assinar uma sentença de morte , afirma o pesquisador. Com o acompanhamento adequado, muitas delas nem sequer desenvolvem AIDS (quadro em que o vírus debilita o organismo e as doenças chamadas oportunistas se manifestam) .
Ele cita o exemplo de muitos atletas contaminados pelos vírus da AIDS e que competem normalmente. Só ficamos sabendo da doença quando, por algum motivo, eles decidem revelar que são soropositivos , relata. A seguir, o especialista quebra uma série de tabus e mostra que o dia-a-dia de um paciente com HIV está sujeito aos mesmos cuidados que o de alguém livre do vírus. Confira e deixe de lado o preconceito.
Alimentação: uma dieta diversificada é fundamental. Proteínas, carboidratos e gorduras podem (e devem) ser consumidos sem nenhuma precaução além das recomendadas regularmente. A única ressalva fica por conta da suplementação alimentar.
Tomar suplementos sem orientação médica é totalmente contra-indicado. Isso porque algumas substâncias, combinadas ao remédio, podem trazer reações negativas (como hemorragias) e até interferir na eficácia da fórmula .
Bebidas alcoólicas: o álcool realmente prejudica o efeito dos remédios, não só os usados no combate ao vírus HIV, mas contra qualquer doença. Não é por isso, porém, que você precisa brindar seu aniversário com suco para o resto da vida. "Uma taça de champane, ocasionalmente, não faz mal nenhum. Pelo contrário, até melhora a auto-estima e o humor do paciente. O que não dá é para cair nos excessos, como em todas as situações", ponderea o virologista.
Peso: pacientes soropositivos realmente tendem a emagrecer (a alta replicação viral exige mais do sistema de defesa do organismo, daí o enfraquecimento e a perda de peso). Mas vale ressaltar que a perda de peso não é sinal de agravamento da doença. Muitos pacientes, ao contrário, até engordam. Trata-se de um problema chamado lipodistrofia, ou seja, o acúmulo irregular de gordura , explica o especialista em virologia.
Exercícios físicos: apague da memória, de uma vez por todas, a idéia de um doente acamado, num quarto escuro e com cobertores até o pescoço. A palavra de ordem é vida saudável e, para isso, a prática de exercícios físicos é fundamental. O paciente deve escolher um esporte que combine com o perfil dele, e pronto , diz. Uma avaliação física também é muito importante, assim como a realização de exames freqüentes, evitando surpresas desagradáveis. Numa fase de alta replicação viral, por exemplo, é necessário fazer repouso, sob o risco de contrair as infecções oportunistas, que surgem com a baixa imunidade , afirma o médico. Disposição não vai faltar se você seguir todas as orientações médicas. Mas ainda recomendamos que se evite os esportes de contato, por oferecem maior potencial de contaminação .
Namoro: beijar, abraçar, transar... a vida afetiva de uma pessoa com o HIV não tem nada de especial. Muitas vezes, aliás, ela serve de exemplo para quem brinca com a saúde e acaba se esquecendo de usar camisinha. A prevenção é uma regra na rotina dessas pessoas, mesmo quando falamos de um casal em que ambos são soropositivos , diz o médico. Os cuidados são necessários para que se evite o contágio (quando um dos parceiros é HIV negativo) e a superinfecção, quando os dois já contraíram o vírus. Misturar as secreções pode dar origem a uma versão mais resistente do vírus, dificultando o combate e debilitando ainda mais o sistema imune .
Gravidez: a única diferença de uma mãe soropositiva é que ela não poderá amamentar o bebê. De resto, nada. A necessidade de pré-natal é idêntica, os exames pedidos pelo médico, idem. A criança pode até nascer com menos peso, mas se trata de um percentual mínimo, de 5% em média. Os riscos de o bebê nascer com o vírus variam de 15 a 30% (para mães que não seguem um tratamento retroviral). Mulheres que ingerem os medicamentos corretamente abaixam esse número para 8%. Para homens soropositvos, os especialistas estão sugerindo um tipo de fertilização em laboratório que trata os espermatozóides antes de fecundarem o óvulo. A prática ainda não é comum, mas já tem sido realizada com sucesso fora do Brasil.